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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Casa das Artes - Porto.


A Casa das Artes, no Porto, reabre esta quinta-feira ao público, depois de ter estado encerrado quase uma década o espaço que inclui um jardim, um palacete e um edifício desenhado pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura.
A abertura do espaço renovado, de dois auditórios e uma sala de exposições, é feito com o seminário internacional “Património Cultural: Economia e Emprego”, organizado pela Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), que se prolonga até sábado.
Será a DRCN a gerir o espaço, estando já programado teatro, lançamento de livros e seminários. O local chegou a ser referenciado como podendo vir a albergar um polo da Cinemateca, mas está previsto que a programação de cinema venha a ser coordenada pelo Cineclube do Porto.
Esta programação não está, no entanto, ainda anunciada no sítio da DRCN e ao PÚBLICO a responsável pelo organismo, Paula Silva, afirmou não arriscar datas para o arranque, estando ainda aguardar a assinatura de um contrato com o Cineclube.
No entanto, vai haver cinema no sábado, com a exibição de Limite, do brasileiro Mário Peixoto. A obra surge no âmbito do Colóquio Internacional e Interdisciplinar “Meu tempo é quando: Nos 100 anos de Vinicius de Moraes”, organizado pelo Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.
No mesmo dia, às 17h, será lançado o livro Zero à Esquerda do escritor e jornalista Manuel Jorge Marmelo.
No dia 24, a Ordem dos Arquitectos – Secção do Norte organiza no local o seminário internacional “A Cidade resgatada - Reabilitar a cidade (re)desenhando-a”, durante o qual será anunciado o resultado do concurso internacional de ideias para o quarteirão da Aurífica, no Porto.
No painel de convidados destacam-se nomes como Eduardo Souto de Moura, Emilio Tuñón, Manuel Villaverde Cabral, Wilfried Wang ou Eduardo Comas.

O teatro vai chegar no dia 26 de Outubro com O vosso pior pesadelo do Teatro Art’imagem, uma peça de teatro de Manuel Jorge Marmelo com encenação de José Leitão. (Jornal Público – 17.10.2013)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Há 60 espaços de Lisboa de portas abertas neste fim-de-semana.


Edição anterior da Lisboa Open House mobilizou 13 mil pessoas. Locais normalmente vedados ao público estarão acessíveis
Sessenta espaços de Lisboa, "pequeninos e grandes, privados e públicos, clássicos e contemporâneos", vão estar de portas abertas amanhã e domingo, numa iniciativa da Trienal de Arquitectura. O arquitecto Fernando Sanchez Salvador sublinha que esta pode ser uma oportunidade única para conhecer sítios que não costumam estar acessíveis ao público.
O arquitecto, que foi o consultor desta segunda edição da Lisboa Open House, considera que a maior dificuldade de quem quiser participar no evento será escolher os espaços a visitar. "Tenho pena de não ir ver todos", reconhece.
Em 2012, houve mais de 13 mil pessoas a visitar os 50 espaços então seleccionados para a iniciativa. "Foi uma enchente. Não estávamos preparados", diz Fernando Sanchez Salvador. Este ano há dezenas de sítios que voltam a abrir as portas aos visitantes, além de alguns estreantes.
Entre estes encontram-se edifícios institucionais (Assembleia da República, Palácio das Necessidades, Embaixada de França, Palácio da Justiça e Paços do Concelho), pólos culturais (Casa dos Bicos, MUDE, Museu de Arte Popular e Novo Museu Nacional dos Coches), e equipamentos de ensino (Escola Alemã, Liceu Passos Manuel e Faculdade de Ciências Médicas). A lista inclui ainda o Reservatório da Patriarcal, o Complexo dos Coruchéus e os seus ateliers de artistas, e o Altis Belém Hotel e Spa.
Mas a Lisboa Open House é, como diz o arquitecto, um evento "banda larga, com grande variedade". E por isso será também possível conhecer habitações recuperadas por vários arquitectos. A intenção, explica Fernando Sanchez Salvador, é que o público perceba que "há muitas formas de habitar, não estandardizadas". Exemplo disso é o número 21 da Rua de S. Bernardo, na Estrela, onde antes existia uma tipografia que Manuel Graça Dias transformou em dois lofts.
Entre a extensa lista de locais a visitar este fim-de-semana, Fernando Sanchez Salvador destaca também a Biblioteca Nacional, no Campo Grande, onde será possível conhecer áreas normalmente inacessíveis, como os arquivos. Uma das visitas àquele que foi o último grande projecto de Porfírio Pardal Monteiro será conduzida pelo seu sobrinho-neto, o arquitecto João Pardal Monteiro.
A Lisboa Open House de 2013 inclui também dois passeios: um de bicicleta, pelo Corredor Verde de Monsanto (que termina com uma conversa com o arquitecto paisagista Vítor Beiramar Diniz), e outro a pé, pelo Bairro da Mouraria.
O programa completo desta iniciativa pode ser conhecido em http://2013.lisboaopenhouse.com. Algumas visitas requerem pré-marcação, enquanto noutras basta aparecer à hora marcada. No entanto, quem quiser conhecer a Fundação Champalimaud, o Hotel Ritz ou dois apartamentos recuperados pelo arquitecto Pedro Oliveira no Bairro Alto, entre outros, terá de esperar para saber se estes integram a edição de 2014 do Lisboa Open House, uma vez que as visitas para este ano já estão esgotadas.

O programa Open House foi criado em 1992, em Londres, por Victoria Thornton. O objectivo, como se diz na página da iniciativa em Portugal, é "estimular o interesse do público pela arquitectura e património construído, de diferentes épocas e escalas". Actualmente a iniciativa realiza-se em 20 cidades de todo o mundo, incluindo Nova Iorque (EUA), Perth (Austrália), Buenos Aires (Argentina), Limerick (Irlanda) e Barcelona (Espanha). (Público - 04.10.2013)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Viagem do Elefante - Lisboa 14 e 15 de Setembro.


A não perder em 14 e 15 de Setembro, Lisboa, Praça do Município - "A Viagem do Elefante" de Saramago. Espetáculo teatral de rua do Trigo Limpo teatro ACERT em coprodução musical com Flor de Jara (Espanha).
"É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já". Lo prometió José Saramago cuando acabó "Viagem a Portugal" que es, además de un libro, una opción de vida y un levantamiento monumental del país que lo vio nacer y que, como un cuerpo amado, recorrió una y mil veces, hasta poco antes de morir, cuando soñó el Camino de Salomón.
Y estamos en ruta. Con un elefante tan grande como los sueños de Saramago, con el mismo ánimo y la misma pasión porque para sostener el mundo se necesitan proyectos que nos muestren humanos y creadores, artífices de un mundo distinto al que nos quieren atar como si fuera una condena.
El elefante, su gente, sus hacedores y amigos nos salvarán del tedio de la inhumanidad y lo harán con los mejores instrumentos: haciendo camino con música y literatura, con palabras, con la imprescindible colaboración y la necesaria amistad.
Siendo esto así ¿Cómo no iba a estar presente la Fundación José Saramago? Es un deber y es un honor compartir viaje, éste que empieza y que no va a acabar porque "É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles".
Obrigada, amigos de ACERT por dejarnos participar en la aventura de poner huellas al lado de huellas. Con el elefante, con vosotros.
Pilar del Río

domingo, 7 de julho de 2013

Filme sobre Jardim Botânico da Universidade de Coimbra premiado em festival na Croácia.


O filme, intitulado Jardim Botânico da Universidade de Coimbra - Um espaço único venceu o galardão ‘The Best Artistic Impression’ no Zagreb Tourfilm Festival, que terminou na noite de sexta-feira.
Segundo uma nota do JBUC, o filme turístico, com cerca de três minutos de duração, representa o inverno no jardim “mesclando os tons terra com os sons da natureza urbana num ambiente marcado pela neblina matinal” e foi desenvolvido pela produtora Terra Líquida Filmes.
“Numa altura em que a Universidade de Coimbra (UC) e o próprio Jardim Botânico acabam de ser considerados Património da Humanidade, este prémio e a presença do filme em muitos outros festivais internacionais reveste-se de uma importância acrescida, pois permite não só divulgar este espaço único além-fronteiras mas sobretudo potenciar a imagem da UC nos circuitos turísticos internacionais”, refere, na nota, Paulo Trincão, director do JBUC.

Para além da Croácia, o filme vai participar ainda nos festivais de cinema turístico Silver Lake Tourfilm Festival (Sérvia), Tourfilm Brazil (Brasil), Tourfilm Festival Karlovy Vary (República Checa) e ART&TUR (Portugal), em Setembro e Outubro. (Jornal Público – 07.07.2013)

domingo, 23 de junho de 2013

A casa com que Aristides de Sousa Mendes sempre sonhou.


A casa de Aristides de Sousa Mendes, mais conhecida como a Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, vai finalmente ser restaurada. Depois de vários anos ao abandono, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) anunciou nesta quinta-feira, numa cerimónia de homenagem ao “Cônsul de Bordéus”, que em breve vão começar os trabalhos de recuperação.
O dia foi de festa e de homenagem ao homem que durante a Segunda Guerra Mundial passou o visto a mais de 30 mil pessoas, permitindo que estas pudessem fugir aos terrores do Holocausto.
Foi aliás por causa de um destes sobreviventes que nesta quinta-feira se reuniram centenas de pessoas em Cabanas de Viriato. Eric Moed, um arquitecto norte-americano, ficou a saber no ano passado que Aristides de Sousa Mendes tinha passado o visto ao seu avô. Na mesma altura estava a preparar o projecto final de curso.
“E foi então que tudo fez sentido. Assim que o meu avô me contou a sua história, eu quis saber mais sobre Aristides de Sousa Mendes. Quando vi a Casa do Passal completamente destruída, percebi que esse seria o meu projecto”, contou ao PÚBLICO o arquitecto de 25 anos. O resultado final do seu trabalho é uma instalação à entrada da destruída casa. O objectivo é não só lembrar o acto heróico do cônsul, como também alertar para o estado de degradação da casa, já com parte do telhado destruído.
O plano do arquitecto parece ter resultado e os trabalhos de restauro vão começar ainda este ano, como anunciou o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, que, apesar de não ter estado presente na homenagem, enviou uma mensagem. O objectivo, segundo as palavras do secretário de Estado, é que a Casa do Passal seja no futuro um espaço onde o passado e o futuro se encontrem para que “aprendamos a dizer: ‘Nunca mais’.”

“Temos de ter a capacidade de aprender com a história.” A notícia foi recebida pela população com um entusiasta e longo aplauso. “Finalmente”, gritou-se.

terça-feira, 18 de junho de 2013

"Minimuseu" homenageia Aristides de Sousa em Cabanas de Viriato.


O arquiteto americano Eric Moed está a ultimar um "minimuseu temporário", em Cabanas de Viriato, que tem como objetivo homenagear Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português que resgatou 30 mil pessoas do Holocausto, entre os quais alguns familiares.
A estrutura em acrílico, dividida em três partes, está a ser montada há cerca de três semanas em Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal, na entrada principal daquela que foi a casa de Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus durante a Segunda Guerra Mundial.
Eric Moed é o autor do projeto, a inaugurar quinta-feira, que serve para prestar homenagem ao diplomata português que salvou os seus avô e bisavó, passando-lhes um visto que permitiu entrada em Portugal.
"Fiquei a saber pelo meu avô que ele e o meu bisavô eram sobreviventes do Holocausto. Há cerca de dois anos soube que Aristides de Sousa Mendes tinha assinado os seus vistos que os livrou de morte certa e esta é uma homenagem que quero prestar", revelou.
O arquiteto norte-americano de 25 anos explicou que parte da verba para o minimuseu temporário, intitulado "Work Towards Fairness" (trabalho pela justiça), foi ganha num concurso da Unhate Foundation, patrocinado pela Benetton.
"Ao todo foram gastos cerca de 20 mil euros, para além da colaboração da Câmara de Carregal do Sal e da Fundação Arístides Sousa Mendes", informou.
A parte exterior dos três pavilhões está revestida com 30 mil assinaturas de Aristides de Sousa Mendes, uma por cada visto que passou, com o intuito de "mostrar que realmente é um número muito grande de pessoas a terem sido salvas".
Nos pavilhões laterais serão instaladas exposições sobre a vida de Aristides Sousa Mendes e o contexto histórico em que viveu.
O passaporte de David Moed, o avô de Eric Moed, onde figura o visto assinado por Aristides de Sousa Mendes, está estampado num dos muitos painéis que serão expostos.
No pavilhão central serão colocadas centenas de fotografias a preto e branco de sobreviventes da Segunda Guerra Mundial.
"Os retratos, que a Felix Archict cedeu generosamente, pertencem a centenas de pessoas salvas por Aristides, que não se farão acompanhar de nome nem outro registo biográfico porque o cônsul salvava-as independentemente de quem fossem", justificou.
Eric Moed revela ainda que, para além da homenagem à figura de Aristides Sousa Mendes, com este projeto espera sensibilizar as pessoas para a reconstrução da Casa do Passal, que está em ruínas.
"Há 60 anos que nada se faz na casa do diplomata português. Já houve muitos projetos e promessas, mas ficaria muito satisfeito em ver a Casa do Passal requalificada", concluiu.
Sobreviventes da II Guerra Mundial foram salvos graças ao cônsul de Portugal em Bordéus chegam quinta-feira a Cabanas de Viriato, à casa que pertenceu ao diplomata.
Acompanhados de familiares, os sobreviventes encontram-se a partir de hoje em Portugal para uma visita de cinco dias que inclui passagens por Vilar Formoso, Guarda, Belmonte, Figueira da Foz, Curia, Coimbra, Cabanas de Viriato, Caldas da Felgueira e Tomar.
Na quinta-feira à tarde, realiza-se uma cerimónia no cemitério de Cabanas de Viriato e uma visita à igreja onde Aristides de Sousa Mendes se casou com a primeira mulher, Angelina. Segue-se uma visita à casa de Aristides de Sousa Mendes (conhecida por Casa do Passal).

A comitiva iniciou no passado dia 09, em França, uma viagem que pretende homenagear a memória de Aristides de Sousa Mendes, que salvou mais de 30 mil pessoas aos passar-lhes vistos, desobedecendo às orientações que tinha recebido do ditador Oliveira Salazar. (Notícias ao Minuto – 18.06.2013)