A
Marinha anunciou nesta terça-feira ter encontrado os destroços do caça-minas Roberto
Ivens, afundado em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, ao largo de
Cascais, preparando-se agora para recolher imagens para estudo arqueológico.
“No
ano em que se assinala o centenário da entrada de Portugal na Primeira Grande
Guerra, a detecção e recolha de informação relativa a este navio reveste-se de
um especial interesse histórico”, destaca a Marinha, numa nota.
Segundo
uma fonte da Marinha, o incidente com o Roberto Ivens estava
retratado, “mas aproveitou-se uma missão com um navio hidrográfico para fazer
uma busca”, tendo sido detectados e identificados na segunda-feira os destroços
do caça-minas, a cerca de quatro milhas náuticas (oito quilómetros) a sul da
entrada da barra do Porto de Lisboa, com recurso a um sonar lateral.
“Agora
vamos com o ROV (remotely operated vehicle), o equipamento que permite recolher
imagens em profundidade, ver o estado em que está e podemos avaliar a hipótese
de o [fazer] reflutuar e recuperar os destroços. Vamos ver como vamos evoluir”,
acrescentou a mesma fonte.
A
detecção do antigo arrastão afundado foi feita pelos elementos da lanchaAndrómeda,
com uma equipa do Instituto Hidrográfico e um elemento do Instituto de História
Contemporânea.
De
acordo com a Marinha, no dia 26 de Julho de 1917, pelas 15h15, o caça-minas Roberto
Ivens, antigo arrastão Lordelo, requisitado em 1916 no âmbito da
participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, embateu contra uma mina fundeada
por um submarino inimigo e afundou-se a cerca de 12 milhas (24 quilómetros) a
sul de Cascais.
Este
acidente causou a morte de 15 elementos da guarnição, entre eles o comandante,
primeiro-tenente Raul Alexandre Cascais, de três sargentos e de 11 praças,
ficando ainda ferido o capitão da marinha mercante Francisco António Biaia.
Sete
sobreviventes foram recolhidos pelo rebocador Bérrio.
Em
comunicado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior lembra que
o caça-minas foi o primeiro navio da Armada Portuguesa a “perder-se durante a
Grande Guerra”.
O
destroço do caça-minas agora localizado está “numa posição distinta daquela
onde a documentação oficial o apontava como perdido”, refere o ministério.
“A
localização permite aprofundar o conhecimento sobre a presença e o papel da
Marinha durante o período conturbado da Grande Guerra e, simultaneamente, lança
um novo olhar sobre a real dimensão da ameaça submarina alemã em águas
territoriais portuguesas”, sublinha o Ministério da Ciência, Tecnologia e do
Ensino Superior. (Jornal Público – 24.Fev.2016)
Na
sua primeira visita oficial a Portugal, para receber um prémio que reconhece o
seu contributo para o património cultural europeu, o Nobel da Literatura deixou
um recado: “A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos
seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”
O
escritor turco Orhan Pamuk defendeu esta sexta-feira em Lisboa que “a Europa
precisa de ter uma discussão séria sobre os seus valores fundamentais”. O Nobel
da Literatura de 2006, autor de uma obra literária sobre a procura de uma
identidade turca, dividida entre o Ocidente e o Oriente, entre modernidade
europeia e tradição muçulmana, recebeu esta noite o Prémio Europeu Helena Vaz
da Silva para a Divulgação do Património Cultural na Fundação Calouste
Gulbenkian, com um discurso em que prestou tributo à tradição cultural
europeia, mas que terminou com uma nota crítica.
“A
herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus
monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”, disse o
escritor, na sua primeira visita oficial a Portugal. “E temos de ter uma
discussão séria sobre esses valores fundamentais.”
Pareceu
claro que era um recado para a Europa – não por acaso, o presidente da Comissão
Europeia, Durão Barroso, estava presente na primeira fila – embora Pamuk não
tenha especificado o que queria dizer com isso, talvez para não correr o risco
de soar pouco diplomático. Mas o que Pamuk quis dizer terá talvez a ver com o
que respondeu numa entrevista em Dezembro do ano passado, quando um jornalista
colombiano lhe perguntou se se sentia europeu. “Não sei. Não penso nesses
termos. Em primeiro lugar, sinto-me turco. E um turco tanto se sente europeu
como não europeu. Acredito numa Europa que não se baseia no cristianismo, mas
no Renascimento, na modernidade, na ‘liberdade, igualdade, fraternidade’. Essa
é a minha Europa. Acredito nessas coisas e quero fazer parte delas. Mas se a
Europa é a civilização cristã, lamento: nós, turcos, não queremos entrar.”
No
debate sobre a hipotética entrada da Turquia na União Europeia, Pamuk – um turco
cosmopolita e laico que se autodefine como um “muçulmano, mas apenas no sentido
cultural” – emergiu como um intérprete do diálogo entre civilizações. Daniel
Cohn-Bendit disse que foi Pamuk quem o ajudou a “perceber a importância de a
Turquia aderir à União Europeia”. Até mesmo o ex-Presidente americano George
Bush se referiu à obra do escritor como “uma ponte entre culturas”, notando que
ela mostra como “pessoas noutros continentes e civilizações” são “exactamente
como nós”.
Em defesa das pessoas normais
Atribuído
pela primeira vez no ano passado ao escritor italiano Claudio Magris, cuja obra
é notória pela sua deambulação cultural (como a de Pamuk), o Prémio Europeu
Helena Vaz da Silva, no valor de dez mil euros, é uma iniciativa da organização
europeia de defesa do património Europa Nostra em parceria com o Centro
Nacional de Cultura e o Clube Português de Imprensa, com o objectivo de
distinguir um cidadão europeu que, ao longo da sua carreira, tenha contribuído
para a divulgação, defesa e promoção do património cultural e dos ideais
europeus.
O
presidente do Centro Nacional de Cultura e membro do júri, Guilherme de
Oliveira Martins, notou que a atribuição do prémio a Pamuk teve em conta “o
cidadão apaixonado pela defesa do património cultural, mais do que o grande
romancista”, embora o seu discurso tenha sido dominado por referências e
citações constantes do último romance do escritor, O Museu da Inocência(ed.
Presença), publicado em 2008.
Pamuk
confessou-se “lisonjeado e honrado” pela atribuição do prémio, que lhe foi
entregue pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
Falando
em inglês, o escritor lembrou como concebeu um romance e um museu ao mesmo
tempo, referindo-se a O Museu da Inocência, ficção sobre um homem que
colecciona todos os objectos tocados pela mulher que amou e que perdeu e ao
edifício com o mesmo nome que abriu em Istambul, a cidade onde nasceu e onde
vive, com objectos que foi juntando para o processo de escrita do livro e que é
hoje, também, um museu sobre a vida quotidiana da classe média turca na segunda
metade do século XX.
“Os
verdadeiros romances centram-se em pessoas normais, no seu dia-a-dia”, disse.
Com a entrada na modernidade, a literatura deixou de se interessar pelos reis e
poderosos para se ocupar da história de pessoas simples, como se fossem reis –
Joyce fê-lo em Ulisses, notou. Pamuk defendeu que os museus deviam fazer o
mesmo. “Deixem de prestar atenção à nação e aos reis e dediquem-se aos pequenos
detalhes das nossas vidas quotidianas. É por isso que defendo que precisamos de
pequenos museus”, disse.
Nesta
segunda edição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, foi também atribuído um
prémio especial de carreira ao historiador de arte José-Augusto França por ter
“fomentado a tomada de consciência e o sentimento de orgulho relativamente à
arte portuguesa, relacionando-a com a cultura europeia e mundial”. O júri
distinguiu ainda o jornalista holandês Pieter Steinz com uma menção especial
pela criação de uma enciclopédia de ícones
culturais europeus. (Jornal Público)
A
25 de Abril de 1974, o fotojornalista Alfredo Cunha captava uma das imagens
icónicas de Salgueiro Maia. "Já está?", perguntou o capitão. "E
continuou a revolução", conta o fotojornalista. Um retrato que pode agora
ser visto em grande escala no Arco da Rua Augusta, em Lisboa, numa instalação
que assinala os 40 anos da Revolução dos Cravos. O olhar tranquilo de
Salgueiro Maia ficará voltado para um dos palcos principais da Revolução de
Abril até ao dia 1 de Maio. (Jornal
Público – 25.03.2014)
A
organização do mais importante concurso de fotojornalismo do mundo, o
World Press Photo, divulgou os trabalhos vencedores. Uma imagem
do norte-americano John Stanmeyer foi a escolhida para o Grande Prémio de
2013. É uma fotografia que mostra um grupo de emigrantes africanos que, de
telemóveis erguidos para o céu e à luz da lua, tentam a partir da costa do
Djibuti encontrar a rede somali mais barata para poderem falar com os seus
familiares. (Jornal Público)
Questões
Actuais, 1º prémio (estórias). Discussão entre Shane e Maggie enquanto a filha
entra na cozinha, Lancaster. EUA
SARA
NAOMI LEWKOWICZ/TIME
Notícias,
1º prémio (fotografia única). Centro de refugiados sírios, em Sofia, Bulgária
ALESSANDRO
PENSO/ONOFF PICTURES
World Press Photo of
the Year, Questões Actuais, 1º prémio (fotografia única). Grupo de imigrantes
africanos que, a partir da costa do Djibuti, tentam encontrar a rede somali
mais barata para falarem com os seus familiares
JOHN STANMEYER/VII FOR
NATIONAL GEOGRAPHIC
Retrato, 1º prémio. Mulher desanimada depois de
não conseguir ver o corpo de Nelson Mandela, em Pretória, África do Sul
MARKUS SCHREIBER/THE ASSOCIATED PRESS
Retrato,
1º prémio. Rapazes albinos cegos numa escola, Índia
BRENT
STIRTON/GETTY IMAGES
Notícias,
1º prémio (fotografia única). Sobreviventes do tufão Haiyan, durante uma
procissão em Tolosa, ilha de Leyte, Filipinas
"Filomena"
conta uma história real. Conta muitas coisas. De dois mundos em coabitação
fugaz - o do jornalista e assessor político retirado sem glória, que se prepara
para escrever um livro sobre a história da Rússia, e duma simples mulher do
povo, com gostos literários mais prosaicos. Do amor e da perda dum filho. Da
culpa e das pazes que queremos fazer com a nossa própria história quando o fim
se aproxima. Mas "Filomena" fala, antes de tudo, de um conflito moral
fundamental nas nossas vidas. A partir duma história de abuso de que a Igreja
Católica em geral e a Igreja irlandesa em particular está cheia.
Filomena
engravidou sem ser casada. Na conservadoríssima Irlanda de 1952. Coberto da
vergonha que o julgamento social impunha, um pai que amava mais a sua imagem do
que a sua filha, entregou-a a um convento. Por lá pariu e trabalhou durante
quatro anos para pagar as despesas. O seu filho foi, como os filhos de todas as
jovens mães que ali estavam, entregue para adopção famílias abastadas que
compraram as crianças. Sem a sua autorização, claro. Ou seja, o seu filho
foi-lhe roubado. O resto não conto, para não estragar.
Apesar
de nunca me deixar de sentir esmagado pela crueldade que o conservadorismo
extremo carrega em si, não me preparo para um manifesto anticlerical. De crimes
estão cheios todos os templos, mas também todas instituições de poder. Ainda
mais uma instituição milenar. Ainda mais uma instituição que, por natureza,
escapa ao escrutínio público. Ainda mais uma instituição que exige obediência e
se move no território da fé.
"Filomena"
fala duma coisa muito mais interessante do que qualquer julgamento histórico
duma instituição demasiado grande para caber num só texto. Fala do confronto
entre o sofrimento extremo de um individuo e a vontade e preservar uma
instituição que o explica como pessoa. Como julgar os que moldaram o que somos
pode ser ainda mais violento do que nos julgarmos a nós próprios. Na realidade,
pode ser exatamente a mesma coisa. Por isso compreendo tão bem aqueles que,
chegados ao fim da vida, se recusam a negar tudo aquilo em que acreditaram e
todas as instituições a que pertenceram, por mais evidente que tenham sido os
seus erros. Pedir que neguemos toda a sua vida é exigir demais a quem é apenas
humano.
Pelo
menos esta é a parte do filme de Stephen Frears que mais me interessa. Porque
retira à obediência a visão simplista de quem pensa que ela resulta apenas da
anulação do indivíduo. Como se o lugar de onde vimos e onde estivemos não
fizesse parte da nossa individualidade. Ainda mais quando essa obediência, que
nos faz ser injustos connosco mesmos, não resulta do medo e da coação, mas do
sentimento de pertença e de dever. É um conflito tramado que a personagem do
filho biológico, gay republicano que, com SIDA, trabalha convictamente com o
governo que recusa investir no combate à doença. A vida está cheia de
contradições.
Filomena
existiu. E chama-se mesmo Filomena. E divide a sua história com milhares de
outras mães que foram exploradas e roubadas na sua maternidade pela Igreja
irlandesa. Mas o mais interessante desta história é a dificuldade que Filomena
tem em culpar as freiras que foram as suas carrascas. E ainda mais a Igreja de
que ela própria faz parte. Uma dificuldade incompreensível para o cínico,
agnóstico e desiludido (ex-correspondente da BBC, ex- católico) Martin Sixsmit
(autor do livro em que se baseia este filme).
Há,
em Filomena, uma fronteira ténue entre a resignação e a capacidade de perdoar.
Há, em Martin, uma fronteira ténue entre o sentido de justiça e a amargura.
Martin não pode compreender Filomena. Ele não pertence a nada. Na realidade,
ele não acredita em grande coisa. Filomena não pode compreender Martin. Afinal
de contas, ela foi privada, desde muito cedo, da mais elementar noção de
justiça.
No
fim, lá as coisas equilíbram-se. Ele compreende a necessidade pessoal de
perdoar, ela compreende a necessidade pessoal de denunciar. E, não sendo o
filme da minha vida, a qualidade de "Filomena" é essa amenidade das
personagens. A suavidade dos seus sofrimentos e julgamentos. Ele decide que não
explorará de novo Filomena, não escrevendo sobre a história. Mas ela opta por
uma justiça salomónica: perdoa as freiras (não poderia encontrar maior castigo
contra quem apregoa o "perdão" sem nunca o ter experimentado), mas
quer que a verdade se saiba. Tudo ao contrário de grande parte da história da
Igreja Católica, no que toca aos seus pecados e aos dos outros. Ainda assim, um
final absolutamente cristão. Que até o agnóstico Martin, de quem obviamente me
sinto mais próximo, compreende.
É
oficial, a distribuidora da Sony Pictures e da Warner vai fechar. Ainda não se
sabe quem vai passar a distribuir os filmes dos dois estúdios americanos.
Os
escritórios da Columbia TriStar Warner Filmes de Portugal (CTW) vão fechar no
dia 31 de Março, revelou hoje a empresa em comunicado à imprensa. A CTW era a
responsável pela distribuição dos filmes da Warner Bros. e da Sony Pictures
Entertainment.
Uma
fonte da empresa revelou ao PÚBLICO que, para a Columbia Pictures, a empresa
portuguesa não apresentava níveis de rentabilidade satisfatórios devido à
quebra que houve no mercado nacional. E segundo a agência Lusa o encerramento
do escritório leva ao despedimento de 14 trabalhadores.
Os
últimos filmes a ser lançados pela CTW vão ser o Winter’s Tale – Uma História
de Amor, com estreia agendada para 13 de Fevereiro, o filme de animação Lego, a
27, e 300: O Início de um Império.
Assim,
O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro, que vai estrear a 17 de Abril
e que se espera venha a ser o grande lançamento da produtora para este ano, já
não vai ser distribuído pela empresa portuguesa que era a segunda maior
distribuidora a operar no mercado português.
A
empresa, que em 2013 distribuiu 24 filmes, teve cerca de dois milhões de
espetadores (uma quebra de 7,2 por cento em relação a 2012) e 11,8 milhões de
euros de receita bruta de bilheteira (perdas de 6,5 por cento comparando com
2012) segundo dados recentes do Instituto do Cinema e Audiovisual, divulgados
pela agência Lusa.
Sabe-se
que a Sony Pictures tem vindo a reduzir o número de filmes lançados.
Questionada sobre a possibilidade de a multinacional estar a atravessar uma
crise, a mesma fonte da CTW revelou ao PÚBLICO que a Sony, onde está inserida a
Sony Pictures, está à procura de optimizar soluções na gestão e irá despedir
5.000 trabalhadores, o que provavelmente também acabou por se reflectir em
Portugal.
Ainda não foi revelado oficialmente quem vai passar a representar os estúdios
da Warner Bros. e da Sony Pictures, no entanto, a mesma fonte garantiu que essa
informação será revelada muito em breve.
O PÚBLICO tentou contactar a ZON Optimus, que se
suspeita ser quem vai passar a distribuir os filmes que eram da
responsabilidade CTW desde 1982, no entanto o grupo empresarial disse que não
iria comentar o assunto.
Nota: Mais uma "machadada" no cinema e nos trabalhadores. O capital não pode perder...
Em
2013, o Programa Gulbenkian Próximo Futuro dedica o seu festival de verão ao
sul de África. Pensamento e literatura, arte pública, exposições de fotografia,
música, cinema, teatro e dança, a partir de 21 de junho.
Duas
décadas após o fim do Apartheid na África do Sul, o Programa Gulbenkian Próximo
Futuro faz um ponto da situação e dedica o essencial da sua programação de
verão às ideias e à criação artística contemporânea dos países do sul de
África. Pensamento e literatura, arte pública, exposições de fotografia,
música, cinema, teatro e dança, a partir de 21 de junho, na Fundação
Gulbenkian, mas também no São Luiz Teatro Municipal e no Teatro do Bairro,
parceiros nesta programação.
O
fim do Apartheid foi um acontecimento que teve repercussões por toda a África
e, muito em particular, na região da África Austral. Cerca de duas décadas
depois, qual é o panorama nestes países? Que melhorias houve? Que dinâmicas
existem? Que frustrações se acumulam? Que perspetivas há para o próximo futuro?
Instalações
no Jardim, debates e exposições de fotografia
A
programação arranca no dia 21 de junho, com a inauguração de várias instalações
espalhadas pelo jardim. É também no jardim que às 19h tem lugar a primeira
sessão da Festa da Literatura e do Pensamento do Sul de África, que decorre ao
longo deste fim-de-semana (21 a 23 junho) e onde serão debatidos vários temas
dos quais o primeiro é “O Estado das Artes”. No dia 21 de junho, pelas 22h,
haverá ainda a inauguração de duas exposições no Edifício Sede da Fundação
Gulbenkian: a 9ª Edição dos Encontros de Fotografia de Bamako e Present
Tense – Fotografia do sul da África. As exposições ficarão patentes até
dia 1 de setembro.
Ciclo
de cinema e concertos no Anfiteatro ao ar livre
Na
abertura da ‘Cinemateca Próximo Futuro’ será apresentado em estreia mundial
“Cadjigue”, a mais recente obra de ficção do realizador guineense Sana Na
N’Hada, e na sessão seguinte Filipa César (Portugal) apresenta a sua trilogia
evocativa de Amílcar Cabral e do cinema guineense, um trabalho composto por
três ensaios cinematográficos de curta duração: “Conakry”, “Cacheu” e “Cuba”.
Na mesma sessão, é apresentado em estreia no nosso país o documentário “Sem
Flash. Homenagem a Ricardo Rangel (1924-2009)”. Nas sessões seguintes será
projetado um conjunto de filmes de ficção, de não ficção e filmes
experimentais, que abordam questões como sexualidade, identidade, tradição,
transformação e cultura dos jovens.
Dois
concertos completam a programação do Próximo Futuro no Anfiteatro ao ar livre:
os Jagwa Music, um coletivo da Tanzânia que desde o ano passado tem vindo a
eletrizar o público dos grandes festivais de verão europeus, e Konkoma, um
projeto com músicos do Gana e do Reino Unido que mistura afro-funk, jazz, soul
e ritmos tradicionais africanos.
Espetáculos
de dança e teatro no São Luiz e no Teatro do Bairro
No
São Luiz Teatro Municipal mostram-se trabalhos dos coreógrafos moçambicanos
Panaíbra Gabriel Canda e Horácio Macuácua, mas também teatro do Brasil, com a
adaptação ao palco do livro de Clarice Lispector “Outra Hora da Estrela”. A 7
de julho, estreia ainda no São Luiz “África Fantasma II”, do encenador
português João Samões, com Joana Bárcia e Miguel Borges como intérpretes. O
teatro chileno, que habitualmente marca presença no Próximo Futuro, estará
representado pelo encenador Cristián Plana, que apresenta a peça Velório
Chileno no Teatro do Bairro.
Os
homens são do tamanho dos valores que defendem. Aristides de Sousa Mendes foi,
talvez por isso, um dos poucos heróis nacionais do século XX e o maior símbolo
português saído da II Guerra Mundial. Em 1940, quando era cônsul em Bordéus,
protagonizou a "desobediência justa". Não acatou a proibição de
Salazar de se passarem vistos a refugiados: transgrediu e passou 30 mil, sobretudo
a judeus. Foi demitido compulsivamente. A sua vida estilhaçou-se por completo.
"É o herói vulgar. Não estava preso a causas. Estava preso a uma questão
fundamental: a sua consciência", afirma o jornalista Ferreira Fernandes.
Aristides
de Sousa Mendes foi o "Schindler português" muito antes de o alemão
começar a sua actividade humanitária em prol dos judeus. Atendendo à verdade
histórica, Oskar Schindler é que foi o Aristides alemão.
De
uma coisa ninguém tem dúvidas: Aristides de Sousa Mendes é um dos maiores
símbolos nacionais da II Guerra Mundial. Foi o homem como metáfora do
humanismo. Em 1940, Aristides era cônsul de Portugal em Bordéus e, indo contra
uma directiva expressa de Salazar para não se concederem vistos a refugiados
que quisessem atravessar a França para chegar a Portugal, desobedeceu e passou
30 mil vistos. "Na vida de cada pessoa há uma ou outra oportunidade para
se revelar, para mostrar aquilo em que acredita e levar isso até às últimas
consequências", diz D. Manuel Clemente, bispo auxiliar de Lisboa.
"Ele revelou um sentido de rasgo, um sentido de risco."
No
século XX português não há outra figura que tenha mudado tanto - objectiva e
materialmente - a vida de milhares pessoas. "Ele representa a
desobediência justa", refere António Costa Pinto, historiador e professor
do Instituto de Ciências Sociais. "É o exemplo de solidariedade. A sua
figura é muito associada ao humanismo do século XX."
No
momento crucial da vida na Europa e no mundo, Aristides de Sousa Mendes foi
capaz de distinguir o essencial do acessório. "Percebeu que não poderia
ficar indiferente à sorte de milhares de pessoas que foram aparecendo no
Consulado de Portugal em Bordéus", diz José de Sousa Mendes, sobrinho de
Aristides.
Nascido numa abastada família de antigos fidalgos de província, de Cabanas de
Viriato, perto de Viseu, Aristides e o irmão gémeo cursam Direito em Coimbra e
seguem a carreira diplomática. Perseguido pelo regime sidonista e a I República
em geral, após o golpe de 28 de Maio de 1926 é colocado em Vigo, num posto
prestigiante e de confiança. A seguir é transferido para Antuérpia, outro posto
de confiança, onde ficará nove anos. Com 50 anos é o decano do corpo
diplomático.
Em 1938, após Salazar recusar o seu pedido para permanecer na Bélgica, é colocado
em Bordéus. Em 1939, com o rebentar da II Guerra Mundial e, em 1940, devido à
invasão da França pelas tropas alemãs, milhares de refugiados fogem para sul.
Os jardins do Consulado e as ruas vizinhas servem de local de acampamento a
milhares de pessoas, das mais variadas nacionalidades, sobretudo judeus, que
fogem da perseguição nazi, mas também gente que foge somente da guerra.
Com a proibição de Salazar - que além de presidente do Conselho de Ministros
era ministro dos Negócios Estrangeiros - de se passarem vistos a refugiados,
sobretudo a "israelitas", Aristides de Sousa Mendes segue a sua
formação humanista e católica e desobedece. Passa (com dois dos seus filhos
mais velhos) milhares e milhares de vistos àqueles fugitivos, entre os dias 17
e 19 de Junho de 1940. Terão sido passados cerca de 30 mil, nesses escassos
dias. "Concede vistos sem olhar a nacionalidades, etnias ou religiões.
Graças a ele, Portugal ficou na história como um país que apoiou os refugiados
durante a II Guerra Mundial", lembra a historiadora Irene Pimentel.
"Aristides marca de forma indelével a história de Portugal porque permitiu
reconciliar-nos com a nossa dignidade. Mais do que qualquer outra pessoa da sua
época, dignificou o que era ser-se humano e ser-se português", diz Fernando
Nobre, presidente da Fundação AMI.
O
mais atraente na história de Aristides de Sousa Mendes é ele ser uma espécie de
herói vulgar, que está preso "apenas" à sua consciência. Quando se
deu a ocupação do Consulado, fechou-se num quarto para reflectir o que deveria
fazer. Numa alucinante inquietação, ficou apenas ele e o seu dilema:
respeitaria as ordens superiores - o que, aliás, havia feito toda a vida - ou
responderia à sua consciência? "Aristides de Sousa Mendes era um homem
vulgar, um funcionário ordeiro, com mais de 50 anos e 12 filhos, que nunca se
tinha oposto ao regime ditatorial existente em Portugal", conta o
jornalista Ferreira Fernandes. "Mas naquela hora respondeu à sua
consciência. E isso foi extraordinário."
Continuando
a desobedecer às ordens superiores, provou que não tinha vocação de capacho.
Pela inacção dos colegas de Bayonne e de Hendaye, desloca-se a estas cidades
nos dias seguintes e ele próprio emite mais alguns milhares de vistos.
"Segue a sua consciência humanista universal", refere Medeiros
Ferreira, historiador e professor universitário. "Opta nitidamente pela
desobediência civil. Opta por salvar aquelas milhares de pessoas que estavam
nas escadarias do Consulado à espera de um visto salvador."
As
perspectivas dos seus actos não se limitavam a ser sombrias. Excediam em perigo
mais do que a imaginação humana pudesse conceber. "Fez tudo o que estava
ao seu alcance, mesmo que isso lhe custasse a carreira, a vida e o bem-estar da
sua família", conta José de Sousa Mendes. No dia 24 de Junho recebe um
telegrama de Salazar ordenando-lhe o regresso imediato a Lisboa.
"Enfrentou a ira de Salazar, que não podia permitir que um diplomata
desobedecesse às suas ordens", relata Irene Pimentel. Após 32 anos de
serviço, Aristides de Sousa Mendes (com uma família de 12 filhos) é demitido
compulsivamente sem direito a qualquer reforma ou indemnização. Além disto, é
interditado de exercer advocacia e os filhos de frequentarem a universidade. O
irmão também é demitido do serviço diplomático. A sua vida estilhaça-se por
completo: desmorona-se em prol de um ideal. "Mas quem atinge assim o pico,
atinge a glória", afirma D. Manuel Clemente.
Há uma grande presença de Deus na sua vida. O cônsul coloca o seu catolicismo
acima de tudo. "Viveu a vida como responsabilidade, a vida como encargo, a
vida como compaixão. Actuou de maneira exemplar na história portuguesa e da
Humanidade", resume D. Manuel Clemente. Foi um homem conservador, que se
adaptara ao regime do Estado Novo, e que levou o seu cristianismo até às
últimas consequências.
Alberga no seu palácio de Cabanas de Viriato muitas famílias de refugiados,
hipotecando para o efeito todo o recheio. Já na miséria, é auxiliado pela
Comunidade Israelita de Lisboa a partir de 1941, sendo muitos dos seus filhos
chamados por aqueles que haviam sido salvos, sobretudo a partir dos Estados
Unidos e do Canadá. "Aquilo que mais admiro foi a capacidade de ter
aguentado a vida nos quase 14 anos que se seguiram àquele acontecimento",
sublinha José de Sousa Mendes. "O seu mundo desabou totalmente."
Em
1945, terminada a Guerra, tendo feito uma exposição para tentativa de
reapreciação do seu processo, não recebe resposta. A situação de miséria
agrava-se. Em 3 de Abril de 1954 morre, no Hospital da Ordem Terceira, em Lisboa,
desonrado e sozinho (os filhos já tinham todos emigrado para a América),
acompanhado apenas por uma sobrinha.
Ainda
hoje a figura de Aristides de Sousa Mendes é controversa. "A nível da
diplomacia, há quem diga que o dever de obediência deveria estar acima da sua
atitude humanitária", conta Irene Pimentel. "Eu acho que não. É
precisamente nestas alturas que se vê a postura dos seres humanos."
Pormenor importante: por incrível que pareça, Aristides de Sousa Mendes só foi
reabilitado nos anos 80 do século XX - e muito por pressão exterior. Foi
primeiro elogiado nos Estados Unidos e em Israel. É considerado o justo entre
os justos.
"Em
1987, reencontrei um dos filhos dele que emigrou para o Canadá, numa homenagem
a Aristides, na Alameda dos Justos, em Jerusalém, onde há uma árvore dedicada a
cada um dos justos que ajudou os judeus durante a guerra. Fomos convidados para
regar essa árvore", conta, emocionado, José de Sousa Mendes.
"Aristides não tem um monumento em Portugal. Mais do que um monumento, deveria
haver simplesmente uma lei que dissesse: 'A nuvem - aquela coisa efémera -, a
nuvem mais bonita em Portugal, todos os dias, deveria chamar-se Aristides de
Sousa Mendes'", remata Ferreira Fernandes.
Retirado
de: http://tv0.rtp.pt/gdesport/?article=822&visual=3&topic=1
A primeira travessia aérea do Atlântico Sul foi concluída com sucesso pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no âmbito das celebrações do primeiro centenário da Independência do Brasil.
A épica viagem iniciou-se na cidade de Lisboa, às 16h30 de 30 de março de 1922. Num hidroavião monomotor criado para esta viagem, chamado “Lusitânia”, Gago Coutinho (navegador) e Sacadura Cabral (piloto) cruzam o Atlântico e fazem história.
A viagem demorou 79 dias, ainda que o tempo de voo não tenha ultrapassado as 62 horas e 26 minutos. No total, Gago Coutinho e Sacadura Cabral percorreram 8383 quilómetros, num feito que inspirou outros grandes voos posteriores, de Sarmento de Beires, João Ribeiro de Barros e de Charles Lindbergh, todos em 1927.
Coutinho e Sacadura Cabral foram aclamados, recebidos como heróis, em todas as cidades brasileiras por onde passaram. Pela primeira vez, concluíra-se com sucesso uma travessia do Atlântico Sul. Mais: nunca antes, na História da aviação, se viajara sobre o Atlântico com auxílio, apenas, da navegação do avião.
Em 10 de Junho de 1865, António José Sampaio procede à escritura do aluguer de um pedaço de salgado na Praia da Lapa, em Cacilhas, para aí construir um estaleiro de maiores dimensões que aqueles que possuía nas proximidades da Quinta do Outeiro e no lugar da Mutela. Em 17 de Dezembro de 1872, aquele industrial paga à Câmara Municipal de Almada, pelo foro do referido salgado situado em Cacilhas, a importância de vinte e dois mil e quinhentos réis.
Durante duas décadas, serão construídas e reparadas naquele estaleiro imensas embarcações e navios de tonelagem variável, em madeira e aço, até que em 31 de Dezembro de 1893, o estaleiro é vendido à firma “H. Parry & Son, Lda.”, por noventa contos de réis, confirmando-se a transacção por escritura de 15 de Julho de 1899.
Este artigo aparece em consequência duma conversa de almoço entre os meus amigos. Ao nos relembrarmos do que existia nas casas de banho dos nossos pais, demos conta que alguns dos produtos eram da Ach Brito. Sendo que, mesmo nós, ainda os temos nas nossas casas. Aqui fica um pouco da história dessa marca.
Fundada em 1918, a história da Ach Brito remonta a 1887, ano em que foi fundada no Porto a primeira fábrica nacional de sabonetes, a então Claus & Schweder.
Numa época em que os sabonetes e os perfumes estavam apenas ao alcance das classes sociais mais abastadas e arredios do quotidiano da sociedade portuguesa, Ferdinand Claus e Georges Ph. Schweder – dois alemães radicados em Portugal – dão mostras de um corajoso empreendedorismo e fundam, no Porto, a primeira fábrica nacional de sabonetes e perfumes, baptizada de Claus & Schweder.
Com um arrojo conservador, os produtos são comercializados sob a marca “FPC - Fábrica de Productos Chimicos Claus & Schweder, Sucrs”, o que lhes permitiu, por um lado, estimular o mito de que os artigos eram de origem estrangeira e, por outro, respeitar os gostos e expectativas que caracterizavam a mais elevada estirpe social, habituada a consumir produtos de higiene importados.
Com rótulos sugestivamente estrangeiros, mas genuinamente nacionais, surgem então no mercado várias linhas de produtos que paulatinamente se foram integrando pela qualidade nos hábitos dos portugueses, ganhando grande popularidade ao ponto da empresa ter sido honrada com a visita do REI de Portugal, D. Manuel II. A Claus & Schweder, fundada por dois alemães radicados em Portugal, acabou por fechar em 1914. Quatro anos mais tarde, em 1918, o antigo contabilista desta empresa, o português Achilles de Brito, juntamente com o irmão Affonso, decidem criar uma nova empresa no mesmo ramo de actividade, a Ach Brito. Em 1925, a Ach Brito adquire em leilão todo o património e acervo da Claus & Schweder e assim se dá início à marca Claus Porto que, juntamente com novas marcas (Lavanda, Patti, Musgo Real...), criam o riquíssimo e genuíno portfolio desta empresa única.
1934 - O espólio dourado de prémios
Após ter sido galardoada com medalhas de ouro em eventos internacionais realizados na Europa e Estados Unidos, o reconhecimento da Ach Brito garante-lhe presença na I Exposição Colonial Portuguesa, em 1934, o primeiro grande evento de dimensão nacional que se propunha mostrar Portugal como uma nação colonial imperial, una e indivisível.
No portfólio de prémios da Claus & Schweder até então, faziam já parte a Medalha de Ouro recebida na Exposição Industrial, realizada no Porto, em 1897, a Gold Medal atribuída na Universal Exposition Saint Louis (EUA), em 1899, a Medalha de Ouro conquistada na Exposição Internacional de Higiene, Ofícios Y Manufacturas de Madrid, em 1907, e a Medalha de Ouro outorgada pela Sociedade de Geographia de Lisboa, em 1915. Onze anos mais tarde, a Ach Brito recebe o Diploma de Grand Prix, na Exposição Industrial Portugueza, no Porto, e três anos depois junta ao pódio dourado de prémios a Medalha de Prata, resultante da participação, no Estoril, na Feira de Amostras da Industria Nacional, da Associação Industrial Portugueza.
1953 – Rótulos pintados à mão como estratégia de diferenciação
É com uma visão integrada do negócio e numa clara estratégia de diferenciação que, em 1953, a Ach Brito cria nas suas próprias instalações uma litografia, passando a assumir o controlo de todo o processo, desde o fabrico, à rotulagem e ao próprio acondicionamento dos produtos. E se este facto não fosse suficientemente inovador, os mentores da Ach Brito incutiram-lhe ainda um argumento personalizado e individual ao implementar rótulos pintados à mão, que conferiam aos produtos um carácter altamente distintivo e apelativo no mercado da perfumaria.
1994 – A paixão que resultou em casamento
O surgimento da distribuição moderna, nos anos 80, conduziu ao estrangulamento da Ach Brito. Em 1994 os bisnetos de Achilles de Brito, os irmãos Aquiles e Sónia Brito, passam a liderar a empresa e encetam um novo e auspicioso ciclo. A 4ª geração da família principia uma reestruturação da empresa ao nível dos recursos humanos e da produção e aposta no reposicionamento do portfólio de produtos.
A parceria com a empresa americana Lafco NY é o ponto de viragem que sentencia um novo fôlego na vida da Ach Brito. Este “casamento”, que surgiu da paixão irremediável de Jonathan Bresler, proprietário da importadora americana, pelas características únicas dos produtos da Ach Brito reposiciona a marca Claus Porto, que invade o mercado de luxo dos Estados Unidos da América, Canadá e Inglaterra com o design antigo e único dos rótulos de inspiração vintage e conquista os gostos pela qualidade excepcional dos seus produtos.
Atendendo às elevadas expectativas e exigências do mercado internacional de luxo, a Claus Porto lança em 1995 as suas primeiras linhas de produtos exclusivos, que granjeam desde logo uma excepcional aceitação.
2002 – Hastear a bandeira dos valores “Claus Porto” em novos mercados
O início do milénio traz uma nova forma de estar e de olhar os mercados internacionais. Atenta aos novos desígnios, a empresa aposta numa corajosa estratégia de internacionalização da Claus Porto, partindo à conquista de novos mercados com um conceito único de marca exclusiva.
O novo posicionamento dita a selecção cirúrgica das melhores lojas de decoração e de design do mundo, colocando a oferta da Claus Porto num invejável patamar de luxo. A autenticidade, a exclusividade, o luxo e a tradição passam a ser sinónimos da Claus Porto, que hasteia no roteiro das principais feiras internacionais a bandeira da qualidade e da distinção.
A participação nos certames internacionais marca também a estratégia de marketing da empresa, que, com inovação e afirmação requintada, procura novos clientes em novos mercados espalhando pelos quatro cantos do mundo a sedução dos melhores produtos, que ostentam o selo do “savoir faire” da marca.
2008 – Ganhar dimensão para os desafios do futuro
Para começar 2009 com um novo fôlego e fazer face a novos desafios, a Ach Brito adquire a 31 de Dezembro de 2008 a empresa Saboaria e Perfumaria Confiança SA, sua rival há mais de 100 anos no mercado nacional. As duas mais antigas fábricas de sabonetes da Península Ibérica fundem-se e a Ach Brito ganha assim uma maior dimensão e diversifica os produtos e os mercados.