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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Fomos descobrir a que soará a nova viagem de Medeiros/Lucas.


Sintetizadores que dançam com o frenesi do “electro-chaabi” do Cairo. Guitarras tricotadas com esmero, atentas aos movimentos umas das outras. Uma voz, voz cheia, que se ergue entre instrumentação esparsa, convocando memórias do Robert Wyatt que se descobria a solo. Apontamentos electrónicos e instrumentação orgânica. Ouvimo-lo nos estúdios Golden Pony, Sé de Lisboa nas proximidades. É ali que Medeiros/Lucas preparam o sucessor do belíssimo Mar Aberto, álbum de destaque na discografia nacional de 2015
Enquanto os dedos sábios do produtor Eduardo Vinhas acertam o volume das tarolas ou corrigem a textura das percussões, Pedro Lucas serve de guia. Ouvimo-lo: “É como se os navegantes tivessem aportado no norte de África e depois descessem ao Mali, viajassem até à Etiópia e subissem até à Turquia e aos Balcãs”. Mar Aberto era viagem trágico-romântica-marítima criada por dois açorianos (Pedro Lucas, o inventor do Experimentar Na M’Incomoda, e Carlos Medeiros, o cantor cujo álbum O Cantar Na M’Incomoda, editado em 1998, inspirou o projecto de Lucas) inspirados nos sonhos de Cervantes.Terra do Corpo, como o título logo indicia, é de outra natureza. Alargam-se fronteiras e procura-se, explica Lucas, “o mais imediato, as primeiras ideias e as primeiras intuições”. Encontra-se também um co-conspirador, chamemos-lhe assim, decisivo para o que será o álbum a editar no final de Março – em Abril chegarão os concertos de apresentação.
“Músicos procuram escritor”, escreveu Lucas no mail que enviou a João Pedro Porto. Descobrira o escritor açoriano ao ler uma crónica de Valter Hugo Mãe no PÚBLICO e arriscou. Lucas e Carlos Medeiros queriam as palavras do autor de Porta Azul para Macau na sua música e o escritor, depois de ouvir a música de Mar Aberto, empenhou-se em oferecê-las. Todas as letras de Terra do Corpo foram escritas de raiz para o álbum, inspiradas pelos sons que Lucas ia compondo e aprimoradas ao sabor da voz e métrica de Medeiros. “Não há uma canção que represente o álbum”, aponta Pedro Lucas. “Nesse sentido”, pela diversidade estética, “estará mais próximo do primeiro de Experimentar Na M’Incomoda [criado sobre recolhas de música tradicional açoriana]”.

Terra do Corpo contará com convidados como Tó Trips e Rui Carvalho, com o contrabaixista Carlos Barretto, Selma Uamusse ou António Costa, vocalista dos Ermo. Como “residentes” da banda, para além de Medeiros e Lucas, encontramos Ian Carlo Mendoza, Luis Lucena e Augusto Macedo. Há pouco mar e os Açores já só se vislumbram, com esforço, muito ao longe. Mantém-se o principal. A ideia de um romantismo encantatório fundado nesse felicíssimo encontro entre a poesia que brota da voz de Carlos Medeiros e a música que Pedro Lucas descobre em si. (Jornal Público – 12 Fev 2016)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Morreu o pianista e compositor de jazz Paul Bley.


Natural do Canadá, é descrito como "um dos mais criativos improvisadores da história do jazz moderno".
O pianista canadiano Paul Bley morreu no domingo, aos 83 anos, revelou hoje a editora discográfica ECM Records, que o descreveu como "um dos mais criativos improvisadores da história do jazz moderno".
Paul Bley, que atuou várias vezes em Portugal, nasceu em 1932, em Montreal, onde formou o primeiro grupo de jazz, aos 13 anos, mas pouco depois mudou-se para os Estados Unidos, para prosseguir estudos e consolidar uma carreira que se estende por sete décadas.
"Bley envolveu-se naquilo que mais tarde ficou conhecido como 'free jazz', embora nessa altura tenha sentido que a estética desse jazz primordial podia e devia ser incluído numa nova e revolucionária corrente artística", sublinha a editora ECM num texto publicado na página oficial.
Paul Bley também mostrou desde cedo um "interesse pioneiro" sobbre as potencialidades dos sintetizadores e piano elétrico, como refere a editora, que lhe valeu um reconhecimento até pela Sociedade Americana de Física, pela adaptação de sintetizadores áudio para uma apresentação ao vivo, em 1969.
O músico, casado com a compositora Carla Bley, tem o nome associado a outros nomes fundamentais do jazz, como Ornette Coleman, Charlie Parker, Charles Mingus, Art Blakey e Chet Baker, e participou em mais de uma centena de álbuns.
O primeiro álbum a solo foi editado nos anos 1970, precisamente pela ECM. O último saiu em 2014, intitulado "Play Blue", gravado ao vivo em 2008, no Festival de Jazz de Oslo.
Entre as atuações De Paul Bley em Portugal, a solo ou com diferentes formações, conta-se a presença em trio, em 1997, e os concertos a solo, em Lisboa, em 2000, no Centro Cultural de Belém, e em 2009, na Culturgest.

Nesse ano, quando foi anunciado o concerto, o crítico e compositor Manuel Jorge Veloso escrevia na programação da Culturgest: "Com a possível excepção de um Miles Davis, ele foi dos poucos músicos de jazz que sempre estiveram na primeira fila das grandes mudanças qualitativas do jazz, permitindo-lhe a sua inteligência e sensibilidade estética integrar acontecimentos musicais de teor e significado muito diverso". (DN – 6.Jan.2016)

domingo, 30 de novembro de 2014

O dia em que o cante saltou do Alentejo para a eternidade.


Há 21 meses que trabalhavam na candidatura e ontem foi o dia de ouvir o "sim". Com lágrimas, nervosismo e louvores
"A minha senhora ligou-me logo a dizer que já tinham rebentado os foguetes", diz Carlos Paraíba, ensaiador do grupo coral da Casa do Povo de Serpa, ao telefone, de Paris, horas depois de saber que o cante alentejano já faz parte da lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade. A mulher estava em Serpa, cidade que promoveu a candidatura do género musical. A confirmação chegou ontem, pouco passava das 10.00 (mais uma hora em França). À emoção do momento juntaram-se as lágrimas dos 22 homens que se apresentaram ao Comité Intergovernamental da UNESCO e cantaram Alentejo Alentejopara mais de 100 delegações internacionais. "Estava tudo muito comovido, nas era a chorar de alegria", explica.
Carlos Arruda, 28 anos, lançou a moda, na qualidade de ponto do grupo coral da Casa do Povo de Serpa. "Foi um misto de sentimentos", conta." Orgulho, alegria, sentido de responsabilidade, um pouco de nervosismo...". É um dos mais jovens elementos, e já canta desde os 13 anos, caso raro entre os cantadores.

Ele e a comitiva deveriam voltar a Portugal da mesma maneira que chegaram a Paris na segunda-feira: de autocarro. No entanto, já depois de terem recebido a confirmação da Unesco, a TAP ofereceu a passagem de regresso aos membros do grupo e responsáveis da candidatura. E a primeira atuação aconteceu em Orly antes de embarcar no Voo do Cante, nome dado à viagem. (Diário de Notícias)

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Companhia de teatro vende revistas porno em vez de bilhetes para pagar menos IVA.


Com o IVA dos bilhetes de teatro taxado a 21% e o das revistas pornográficas apenas a 4%, a companhia de teatro "Primas de Riesgo" encontrou uma forma de contornar o imposto: vender revistas para adultos que servem de bilhete para as peças.
"Quando vimos que as revistas porno tinham um IVA muito baixo, pareceu-nos cómico e paradoxal", explicou a diretora da companhia de teatro, Karina Garantiva, em declarações ao jornal espanhol Publico, citadas pelo Diário de Notícias.
A experiência vai começar com a peça El mágico prodigioso, de Calderón, com estreia a 25 de novembro, em Madrid, e será limitada a 300 pessoas. As revistas/bilhetes podem ser adquiridas online, por telefone ou num quiosque de Madrid. 
Os interessados "vão ter de identificar-se e assinar um documento em que dizem que estão a realizar um donativo para uma campanha. Os resultados vão ser usados em estudos sociológicos para determinar como é possível que numa sociedade como a espanhola do século XXI, uma revista porno tenha um IVA mais reduzido do que uma peça de Calderón", acrescenta a responsável.
Ler mais: 
http://visao.sapo.pt/companhia-de-teatro-vende-revistas-porno-em-vez-de-bilhetes-para-pagar-menos-iva=f800079#ixzz3Hjmf2g2T



sexta-feira, 21 de março de 2014

Disco gravado por "veteranos" do jazz celebra 66 anos.


O mais antigo clube de jazz português, o Hot Clube de Portugal (HCP), celebra hoje 66 anos, com o lançamento de um álbum interpretado por nomes históricos portugueses, cumprindo-se o desejo antigo de inaugurar uma editora própria.
"Just in Time" é apresentado hoje no HCP, em Lisboa, com um concerto protagonizado pelos músicos que o gravaram: Manuel Jorge Veloso (baterista), Bernardo Moreira (contrabaixista) - ambos fundadores do Quarteto do Hot nos anos 1960 - e António José Barros Veloso (pianista). Interpretam "standards" do jazz, acompanhados da cantora Paula Oliveira.
"É um disco muito especial porque conta com músicos do antigo Quarteto do Hot Clube e tem uma sonoridade que remete para os anos 1950. Queríamos um disco que marcasse", afirmou à agência Lusa Inês Homem Cunha, presidente da direção do clube.
Para assinalar os 66 anos, a direção do HCP concretiza assim uma ideia antiga de ter uma etiqueta discográfica - @HotClube - para registar atuações no espaço.
O Hot Clube de Portugal foi fundado por Luiz Villas-Boas a 19 de março de 1948 e, durante décadas, funcionou numa pequena cave na Praça da Alegria, que acabou destruída num incêndio, em 2009.

Atualmente, o clube de jazz funciona duas portas abaixo e continua a acolher diferentes gerações de músicos portugueses e estrangeiros, em concertos, "jam-sessions" e apresentações discográficas. (DN – 19.03.2014)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Morreu o guitarrista Paco de Lucía.


O guitarrista de flamenco Paco de Lucía faleceu hoje, aos 66 anos, informaram fontes da autarquia de Algeciras, na região espanhola de Cádiz, a sua cidade natal.
As mesmas fontes explicaram que o guitarrista morreu vítima de um ataque cardíaco quando se encontrava em Cancún, no México, tendo chegado já sem vida a um hospital da cidade.
Um amigo, Victoriano Mera, explicou que De Lúcia estava a brincar com os filhos numa praia de Cancún, cidade onde tinha uma casa, quando se começou a sentir indisposto.
José Ignacio Landaluce, alcaide de Algeciras, declarou já que a morte de Paco de Lucía é "uma perda irreparável para o mundo da cultura e para a Andaluzia". A autarquia deverá decretar o luto oficial.
A família do artista está atualmente a organizar o translado dos restos mortais do guitarrista para a sua terra natal.

Nascido em dezembro de 1947 em Algeciras e considerado um dos maiores guitarristas da história contemporânea, Paco de Lucía foi galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias 2004. (DN – 26.02.2014)


Paco era o mais novo de cinco irmãos, filhos do também guitarrista de flamenco Antonio Sánchez. Os seus irmãos Pepe de Lucía e Ramón de Algecirastambém são músicos de flamenco; Pepe é cantor e Ramón é também guitarrista. Em Algeciras, e de uma forma geral na maior parte da Andaluzia, é costume os rapazes adoptarem o nome da mãe por forma a serem corretamente identificados como por exemplo "Paco de (la) Carmen," ou "Paco de (la) María," deste modo, o seu nome artístico foi adotado em honra de sua mãe Luzia, de origem portuguesa, que por sua vez adotou o nome de Lucía Gomes. Foi com seu pai e seu irmão Ramón que aprendeu a tocar guitarra.
Em 1958, com apenas onze anos de idade, fez a sua primeira aparição pública na Rádio Algeciras, e no ano seguinte recebeu um prémio especial numa competição de flamenco em Jerez de la Frontera, acompanhado pelo seu irmão Pepe num duo que se chamava Los chiquitos de Algecira. Como consequência desse êxito entrou para a trupe de José Greco em 1961, com o qual realizou uma digressão.
Entre 1968 e 1977 participou de uma frutuosa colaboração com Camarón de la Isla, outro músico inovador do novo flamenco; juntos gravaram nove álbuns.
Em 1991 gravou o Concierto de Aranjuez de Joaquin Rodrigo com a Orquestra de Cadaques. O autor, presente nas gravações, teria dito que nunca ninguém tinha tocado a sua peça com tanta paixão e intensidade como Paco de Lucía.
Faleceu em 26 de fevereiro de 2014 no México, onde residia. (Wikipédia)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Palácio Nacional de Queluz, tal como antigamente, vai voltar a ser palco de concertos.


Foi anunciada a temporada de música para 2014 com 11 concertos no Palácio Nacional de Queluz. O histórico pianoforte de Clementi foi recuperado e vai ser tocado nos dois ciclos programados.
A música vai voltar àquele que foi o palco de festas e concertos da corte real de D. Maria I e de D. Pedro, ou seja, ao Palácio Nacional de Queluz. Mais especificamente, às salas por onde passaram músicos conceituados da época. Para 2014 estão programados dois ciclos, um de Carnaval e outro de Outono, tal como se fazia na altura. A música vai levar-nos a esse tempo da monarquia pela mão de alguns dos maiores nomes da actualidade, como o pianista holandês Ronald Brautigam ou o português Pedro Burmester.
Mas se com esta programação, que tem por nome Temporada de Música – Tempestade e Galanterie e que arranca a 8 de Março, o seu director artístico Massimo Mazzeo nos quer transportar para a época dos grandes bailes e concertos da corte, muito se deve também à recuperação de uma das jóias do Palácio de Queluz, o pianoforte de Clementi. Este instrumento musical com mais de 200 anos estava há 12 arrumado e a precisar de um grande trabalho de intervenção. Na semana passada voltou finalmente ao seu lugar, a Sala da Música, uma das mais antigas do Palácio, e já se pôde ouvir o som que dele sai, podendo imaginar-se até D. Maria (representada no quadro que está pendurado na parede junto ao instrumento) embalada por aquela música.
“Este é o regresso à cena do pianoforte, uma peça excepcional de grande raridade”, disse na conferência de imprensa de apresentação desta programação musical a directora do Palácio de Queluz, Inês Ferro, explicando que este instrumento histórico, construído pelo célebre compositor e intérprete italiano Muzio Clementi, “esteve esquecido 12 anos” mas depois de ter sido “completamente desmontado e restaurado” vai permitir finalmente que a música volte a ser tocada no Palácio. E tal como foi antigamente, vai voltar a ser agora.
Para Massimo Mazzeo, director musical da Divino Sospiro, responsável também pelo Centro de Estudos Setecentistas de Portugal, “Clementi retorna ao lugar que lhe é próprio”. E por isso mesmo é o italiano e o seu instrumento o foco do concerto inaugural marcado para o dia 8 de Março na Sala da Música. No pianoforte vai estar o holandês Ronald Brautigam para tocar reportório de Clementi, em tributo ao italiano.
O pianoforte é aliás a figura central do Ciclo de Carnaval, estando presente em todos os concertos. No dia 12 de Março volta a ser tocado mas desta vez pelas mãos do sul-africano Kristian Bezuidenhout, que apresentará em Queluz “um repertório onde se destaca a obra do compositor Carl Philip Emanuel Bach, assinalando assim os 300 anos do seu nascimento”. Segue-se depois um concerto na Sala dos Embaixadores, no dia 16, preparado pela musicóloga e crítica de música clássica do PÚBLICO Cristina Fernandes, que pretende recriar historicamente o espírito das festas do final do século XVIII. O ciclo de Carnaval termina com mais três concertos, o último dos quais no dia 29 de Março a cargo do pianista Pedro Burmester, que tocará pela primeira vez num pianoforte.
“No meu percurso de músico sempre dei importância à recuperação do património porque é a recuperação de identidade, e é isso que estamos a fazer aqui”, explicou Massimo Mazzeo enquanto apresentava a programação, destacando a importância destas obras serem tocadas no Palácio de Queluz. “O que vai acontecer aqui é a música a ser tocada dentro do espaço para o qual foi pensada”, disse o director artístico, para quem hoje em dia se ouvem “coisas completamente descontextualizadas. A ideia é por isso que, em cada concerto, se regresse à vivência total da música, recriando-se, tanto quanto possível, as condições originais da sua primeira interpretação.
E porque antigamente a época de espectáculos se dividia habitualmente em dois ciclos, em Outubro a música volta ao Palácio num Ciclo de Outono com mais cinco concertos. E aqui Mazzeo destaca o primeiro espectáculo, a 3 de Outubro, “um concerto de referência para toda a temporada” com Midori Seiler, no violino e Jos van Immerseel, no pianoforte. “Dois músicos que pisaram os palcos mais importantes do mundo, estamos a falar do pico mais alto do que temos hoje em dia na interpretação”, disse o director artístico, mencionando ainda o último concerto, a 25 de Outubro, em que a Orquestra Gulbenkian será dirigida pelo maestro argentino Leonardo Garcia Alarcón.
Os preços dos bilhetes para estes concertos variam entre 15 e 20 euros, existindo ainda dois passes especiais que permitem o acesso a todos os concertos de cada ciclo, com preços entre os 60 e os 90 euros.

“Era aqui que a corte se divertia e por isso tudo o que está pensado para esta temporada faz sentido”, disse António Lamas, presidente do conselho de administração da Parques de Sintra, empresa que gere o Palácio de Queluz, esperando com esta iniciativa conquistar “mais e diferentes visitantes”. “Queremos que a música se torne no principal motivo de atracção do Palácio”, acrescentou ainda o responsável, garantido que “este é um programa para se repetir com regularidade”. “É para se tornar um hábito.” (Jornal Público)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Programa Próximo Futuro vai trazer a Lisboa artes e literatura do Sul de África.


Em 2013, o Programa Gulbenkian Próximo Futuro dedica o seu festival de verão ao sul de África. Pensamento e literatura, arte pública, exposições de fotografia, música, cinema, teatro e dança, a partir de 21 de junho.
 Duas décadas após o fim do Apartheid na África do Sul, o Programa Gulbenkian Próximo Futuro faz um ponto da situação e dedica o essencial da sua programação de verão às ideias e à criação artística contemporânea dos países do sul de África. Pensamento e literatura, arte pública, exposições de fotografia, música, cinema, teatro e dança, a partir de 21 de junho, na Fundação Gulbenkian, mas também no São Luiz Teatro Municipal e no Teatro do Bairro, parceiros nesta programação.
 O fim do Apartheid foi um acontecimento que teve repercussões por toda a África e, muito em particular, na região da África Austral. Cerca de duas décadas depois, qual é o panorama nestes países? Que melhorias houve? Que dinâmicas existem? Que frustrações se acumulam? Que perspetivas há para o próximo futuro?
 Instalações no Jardim, debates e exposições de fotografia
A programação arranca no dia 21 de junho, com a inauguração de várias instalações espalhadas pelo jardim. É também no jardim que às 19h tem lugar a primeira sessão da Festa da Literatura e do Pensamento do Sul de África, que decorre ao longo deste fim-de-semana (21 a 23 junho) e onde serão debatidos vários temas dos quais o primeiro é “O Estado das Artes”. No dia 21 de junho, pelas 22h, haverá ainda a inauguração de duas exposições no Edifício Sede da Fundação Gulbenkian: a 9ª Edição dos Encontros de Fotografia de Bamako e Present Tense – Fotografia do sul da África. As exposições ficarão patentes até dia 1 de setembro.
 Ciclo de cinema e concertos no Anfiteatro ao ar livre
Na abertura da ‘Cinemateca Próximo Futuro’ será apresentado em estreia mundial “Cadjigue”, a mais recente obra de ficção do realizador guineense Sana Na N’Hada, e na sessão seguinte Filipa César (Portugal) apresenta a sua trilogia evocativa de Amílcar Cabral e do cinema guineense, um trabalho composto por três ensaios cinematográficos de curta duração: “Conakry”, “Cacheu” e “Cuba”. Na mesma sessão, é apresentado em estreia no nosso país o documentário “Sem Flash. Homenagem a Ricardo Rangel (1924-2009)”. Nas sessões seguintes será projetado um conjunto de filmes de ficção, de não ficção e filmes experimentais, que abordam questões como sexualidade, identidade, tradição, transformação e cultura dos jovens.
 Dois concertos completam a programação do Próximo Futuro no Anfiteatro ao ar livre: os Jagwa Music, um coletivo da Tanzânia que desde o ano passado tem vindo a eletrizar o público dos grandes festivais de verão europeus, e Konkoma, um projeto com músicos do Gana e do Reino Unido que mistura afro-funk, jazz, soul e ritmos tradicionais africanos.
 Espetáculos de dança e teatro no São Luiz e no Teatro do Bairro

No São Luiz Teatro Municipal mostram-se trabalhos dos coreógrafos moçambicanos Panaíbra Gabriel Canda e Horácio Macuácua, mas também teatro do Brasil, com a adaptação ao palco do livro de Clarice Lispector “Outra Hora da Estrela”. A 7 de julho, estreia ainda no São Luiz “África Fantasma II”, do encenador português João Samões, com Joana Bárcia e Miguel Borges como intérpretes. O teatro chileno, que habitualmente marca presença no Próximo Futuro, estará representado pelo encenador Cristián Plana, que apresenta a peça Velório Chileno no Teatro do Bairro.

domingo, 25 de novembro de 2012

Padre - Joan Manuel Serrat



Padre, decidme qué le han hecho al río que ya no canta.
Resbala como un barbo muerto bajo un palmo de espuma blanca.
Padre, que el río ya no es el río.
Padre, antes de que vuelva el verano esconda todo lo que tiene vida.
Padre, decidme qué le han hecho al bosque que no hay árboles.
En invierno no tendremos fuego ni en verano sitio donde resguardarnos.
Padre, que el bosque ya no es el bosque.
Padre, antes de que oscurezca llenad de vida la despensa.
Sin leña y sin peces, padre tendremos que quemar la barca, labrar el trigo entre las ruinas, padre, y cerrar con tres cerraduras la casa y decía usted, padre, si no hay pinos no se hacen piñones, ni gusanos, ni pájaros.
Padre, donde no hay flores no hay abejas, ni cera, ni miel.
Padre, que el campo ya no es el campo.
Padre, mañana del cielo lloverá sangre.
El viento lo canta llorando.
Padre, ya están aquí... Monstruos de carne con gusanos de hierro.
Padre, no tengáis miedo, decid que no, que yo os espero.
Padre, que están matando la tierra.
Padre, dejad de llorar que nos han declarado la guerra.

domingo, 28 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Rita Hayworth Is Stayin' Alive




Algum génio pegou uma espetacular música "Embalos do Sábado à Noite" dos Bee Gees e a encaixou em diversos filmes musicais - trechos - com Rita Hayworth, Fred Astaire, Gene Kelly e outros, dançando perfeitamente num ritmo alucinante.  Não dá para perder.  E a Rita lindíssima, lembrando seu personagem no filme GILDA de 1946 com Glen Ford faz jus ao slogan da saudosa época - "Nunca houve uma mulher como Gilda".
Uma montagem incrível de "Saturday night fever" dos Bee Gees! Obra Prima!

sábado, 6 de outubro de 2012

MAINTENANT JE SAIS - Jean Gabin



Quand j'étais gosse, haut comme trois pommes,
J'parlais bien fort pour être un homme
J'disais, JE SAIS, JE SAIS, JE SAIS, JE SAIS

C'était l'début, c'était l'printemps
Mais quand j'ai eu mes 18 ans
J'ai dit, JE SAIS, ça y est, cette fois JE SAIS

Et aujourd'hui, les jours où je m'retourne
J'regarde la terre où j'ai quand même fait les 100 pas
Et je n'sais toujours pas comment elle tourne !

Vers 25 ans, j'savais tout : l'amour, les roses, la vie, les sous
Tiens oui l'amour ! J'en avais fait tout le tour !

Et heureusement, comme les copains, j'avais pas mangé tout mon pain :
Au milieu de ma vie, j'ai encore appris.
C'que j'ai appris, ça tient en trois, quatre mots :

"Le jour où quelqu'un vous aime, il fait très beau,
j'peux pas mieux dire, il fait très beau !"

C'est encore ce qui m'étonne dans la vie,
Moi qui suis à l'automne de ma vie
On oublie tant de soirs de tristesse
Mais jamais un matin de tendresse !

Toute ma jeunesse, j'ai voulu dire JE SAIS
Seulement, plus je cherchais, et puis moins j'savais

Il y a 60 coups qui ont sonné à l'horloge
Je suis encore à ma fenêtre, je regarde, et j'm'interroge ?

Maintenant JE SAIS, JE SAIS QU'ON NE SAIT JAMAIS !

La vie, l'amour, l'argent, les amis et les roses
On ne sait jamais le bruit ni la couleur des choses
C'est tout c'que j'sais ! Mais ça, j'le SAIS… !