sábado, 7 de fevereiro de 2015

Alunos da Escola de Dança do Conservatório Nacional distinguidos no Prix de Lausanne.


Miguel Pinheiro foi distinguido com o prémio de interpretação de dança contemporânea.Ito Mitsuru obteve o terceiro lugar na final do concurso.
O bailarino português Miguel Pinheiro e o japonês Ito Mitsuru, ambos alunos da Escola de Dança do Conservatório Nacional, em Lisboa, foram distinguidos na final do Prix de Lausanne, que se realizou neste sábado na cidade suíça.
Miguel Pinheiro foi distinguido com o prémio de interpretação de dança contemporânea, no Prix de Lausanne, além de garantir uma das bolsas atribuídas pela competição, e Ito Mitsuru obteve o terceiro lugar na final do concurso.
O bailarino português disse à Lusa que a dança contemporânea é uma modalidade que aprecia particularmente, na qual se sente seguro. "Estive muito à vontade", durante a prova, disse à Lusa. "Já não era a primeira vez [que prestava provas] e correu muito bem", afirmou.
O seu colega em Lisboa, o bailarino japonês Ito Mitsuru, obteve o terceiro lugar na final do concurso do Prix de Lausanne.
Para o director da Escola de Dança do Conservatório Nacional, Pedro Carneiro, este resultado recompensa o trabalho de ambos. "O mérito é todo deles", disse.
Domingo, os restantes três candidatos portugueses presentes na Suíça – Alice Pernão, Teresa Dias e Francisco Patrício, também alunos da escola lisboeta – têm entrevistas marcadas com directores de escolas e companhias internacionais, no quadro do fórum especial de dança, organizado pelo Prix de Lausanne, de acordo com Pedro Carneiro.

Lançado em 1973, o Prix de Lausanne constitui um dos mais exigentes certames de dança a nível mundial, para jovens entre os 15 e os 18 anos, na fase final de formação. (Jornal Público – 7.Fev.2015)


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Como o Palácio do “Monteiro dos milhões” deslumbrou Taylor Moore.


Taylor Moore esteve no Palácio da Regaleira e ficou deslumbrado com aquilo que viu. Fotógrafo canadiano, registou o edifício e, também, a respetiva quinta. Vale a pena ver o resultado.
“Um lugar de magia divina e de mistério”. É desta forma que Taylor Moore, cuja página na rede social Facebook pode ser visitada aqui, caracteriza o Palácio da Regaleira e a respetiva quinta, em Sintra. O fotógrafo canadiano visitou o lugar, com as suas grutas, pequenos lagos, um poço iniciático, torres e jardins e ficou deslumbrado. Afirma que se trata se um daqueles sítios que convida a ser fotografado “de noite ou de dia”.
Palácio da Regaleira foi mandado construir por António Monteiro, nascido no Rio de Janeiro em 1850 e falecido em Sintra em 1920, que ganhou a alcunha de “Monteiro dos milhões” pela fortuna que herdou e que fez crescer através de negócios no café e pedras preciosas. A propriedade foi adquirida por Monteiro em 1892, as obras começaram em 1904 e terminaram seis anos depois. O projeto foi desenhado pelo arquiteto italiano Luigi Manini (1848-1936), que conjugou diversos estilos como o gótico, renascentista e manuelino, a expressão portuguesa do gótico.

(observador.pt)








quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Helen Macdonald venceu o Costa para Livro do Ano com a história do seu açor.


Quando o seu pai morreu, Helen Macdonald comprou um açor. H is for Hawk conta essa história pessoal.
Não é um guia de como treinar o seu açor mas é sobre isso que trata o livro de Helen Macdonald que lhe valeu o Prémio Costa para Livro do Ano, uma das distinções mais prestigiadas no Reino Unido. H is for Hawk no início do mês já tinha sido premiado na categoria de melhor biografia e foi considerado pelo júri como uma obra maravilhosa e impossível de se esquecer. Em Novembro, H is for Hawk já tinha dado à escritora britânica o prémio literário Samuel Johnson na categoria de não-ficção.
H for Hawk é  um livro que explora o luto, o amor e a natureza. É a história de como Helen Macdonald, uma académica britânica, ultrapassou a morte do pai ao dedicar-se a um açor que comprou a um criador escocês. É a experiência pessoal da escritora que encontrou na ave uma forma de ocupar a sua cabeça.
Ao The Guardian, o escritor Robert Harris, que presidiu ao júri do prémio Costa, disse que H is for Hawk é um livro que não se esquece. “Todos concordámos que era maravilhoso, a sua prosa é maravilhosa, tem músculo e é precisa como um bisturi”, defendeu o presidente do júri. “Há alguns livros que vencem prémios porque se impõem mas depois o público parece não gostar muito. Já este é um livro que eu acho que toda a gente vai gostar”, destacou ainda o escritor.
Helen Macdonald bateu a britânica Ali Smith que era apontada como uma das grandes favoritas com o livro que tinha vencido na categoria de romance, How to Be Both, em que cruza a história de uma adolescente que perdeu a mãe e a de Francesco del Cossa, pintor renascentista. Concorriam ainda Jonathan Edwards que venceu na poesia com My Family and Other Superheroes; Emma Healey que foi premiada na categoria de primeira obra (Elizabeth is Missing) e Kate Saunders com o livro infantil Five Children on the Western Front. Agora H for Hawk foi considerada o Melhor Livro de 2014, valendo à escritora 30 mil libras (cerca de 40 mil euros) – o valor monetário do Prémio Costa.
À BBC, a escritora que é também investigadora associada do departamento de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Cambridge mostrou-se surpreendida, explicando que quando escreveu H is for Hawk não considerou que alguém o viesse a querer ler por ser “um livro muito estranho”. “Estou tão agradecida ao júri”, disse Helen Macdonald. “Estou absolutamente encantada, surpresa e estupefacta, é maravilhoso”, reagiu a escritora, que além de investigadora é também ilustradora e naturalista.
Sobre o livro, Macdonald definiu-o como uma “carta de amor à Inglaterra rural”. “E a tudo o que perdemos e estamos a perder.” Foi a forma que a britânica encontrou para lidar com a morte do pai em 2007 e para ir de encontro a uma paixão de infância – ainda em criança dizia que queria ser falcoeira. É por isso à Reuters Helen Macdonald explicou que esta foi a “verdadeira despedida” do seu pai. “Foi catártico e não achei que fosse.”
A autora explica o sucesso inesperado de H is for Hawk com a longa tradição que existe no Reino Unido de livros sobre as relações de pessoas com a natureza e os animais. “Este pássaro que as pessoas pensam ser um símbolo de selvageria e ferocidade é na verdade tanto uma criatura assassina como algo que brinca com o gatinho e vê televisão comigo”, contou Macdonald, explicando que a obra não é apenas biográfica. Ao mesmo tempo que a escritora escreve a sua história, narra também a vida do escritor T.H. White, que em 1951 publicou The Goshawk, livro onde contava as suas experiências de treinar aves.
Criados em 1971, com a designação de Whitbread Book Awards, os prémios Costa, limitados a autores radicados no Reino Unido ou na Irlanda, e patrocinados desde 2006 pela cadeia de lojas de café e cafetarias Costa Coffee (uma subsidiária da Whitbread), são atribuídos em cinco categorias: romance, primeiro romance, poesia, biografia e livro infantil. Cada um dos escolhidos é premiado com cinco mil libras (6,7 mil euros), e um deles é depois escolhido como o livro do ano. No ano passado, o vencedor do Prémio Costa foi Nathan Filer com The Shock of the Fall, publicado em Portugal pela Relógio D'Água com o título O Choque da Queda. (Jornal Público)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

8 razões para ler (livros a sério).


Com a evolução tecnológica, a maioria das pessoas decidiram deixar os livros nas estantes. Os mais novos só querem saber das novas tecnologias e os adultos dizem que não têm tempo para ler (mas a verdade é que muitos vão no comboio ou no metro agarrados ao tablet ou ao smartphone e não a uma obra literária).
A Time decidiu fazer uma lista de oito razões para deixar os e-books, as sms, os chats e os comentários nas redes sociais e optar por livros a sério. Pode ser que lhe dê alguma motivação…
As pessoas que lêem são mais inteligentes: Dr. Seuss escreveu “Quanto mais leres, mais coisas saberás. Quanto mais aprenderes, a mais sítios irás”. Sabia que um livro infantil expõe a criança a mais palavras do que um programa de televisão? É esta a conclusão de um estudo da Universidade de Berkeley, EUA. Estar exposto a novos vocábulos não só faz com que aprendam a ler melhor, mas também permite alcançar resultados mais altos em testes de inteligência.  Para além disso, é essencial que opte por um livro e não um ecrã – ler num dispositivo faz com que fiquemos entre 20 a 30% mais lento, lê-se num estudo da Universidade do Texas.
Ler faz bem ao cérebro: Tal como fazer jogging ajuda a melhorar o sistema cardiovascular, ler regularmente ajuda a melhorar a memória, explica um estudo publicado na Neurology. 
Tornamo-nos mais empáticos: Uma boa leitura pode fazer com que seja mais fácil aproximarmo-nos de outros. Alguns livros, principalmente os de ficção, ajudam-nos a ‘ler’ as emoções daqueles que nos rodeiam com uma maior facilidade, explica uma investigação publicada no site Science.
Folhear ajuda a concentrar: Por incrível que pareça, mudar de página ajuda-nos a contextualizar melhor aquilo que estamos a ler, o que pode proporcionar um melhor entendimento e uma maior compreensão da obra que lemos, explica um texto publicado na Wired.
Pode ajuda a prevenir a Doença de Alzheimer: Quem lê, joga xadrez e faz puzzles tem uma menor probabilidade de vir a desenvolver Alzheimer quando comparando com aqueles que não praticam actividades tão estimulantes, explica um estudo publicado no site da Proceedings of the National Academy of Sciences.
Ajuda a relaxar: Um estudo realizado na Universidade de Sussex mostra que ler ajuda a reduzir o stress em 68%. “Não importa que livro lê. Ao ‘perder-se’ num bom enredo, consegue esquecer as preocupações do dia-a-dia e passa algum tempo a explorar o imaginário do autor da obra” explicou o neuropsiquiatra David Lewis ao jornal Telegraph.
Ajuda a adormecer: Se fizer da leitura nocturna um hábito, o seu corpo perceber que, depois de ler algumas páginas, está na altura de ‘desligar’, explica uma investigação da Mayo Clinic. Ler um livro faz mais pelo seu sono do que um computador ou um tablet – a luz emitida pelos ecrãs faz com que esteja acordado durante mais tempo.
Ler é ‘contagiante’: A maioria dos pais gostava que os filhos lessem mais, mas a verdade é que não fazem muito para que isso aconteça – a maioria deixa de lhes ler histórias quando eles aprendem a ler. Um novoestudo  divulgado pela editora Scholastic mostra que ler em voz alta para as crianças  durante a primária ajuda-as a tornarem-se verdadeiros amantes de literatura. Ou seja, não deixe de lhes ler histórias à noite. Esse hábito só lhes vai fazer bem no futuro.

Retirado de: http://www.sol.pt/noticia/122277

domingo, 18 de janeiro de 2015

Numa década, cinco milhões de espectadores desapareceram dos cinemas portugueses.


O fosso entre os portugueses e as salas de cinema é cada vez maior – se 2013 já fora o pior da década em termos de idas ao cinema, os dados relativos a 2014 mostram que num ano se perderam mais 400 mil espectadores. E recuando até 2004, quando os cinemas venderam 17,1 milhões de entradas nas salas, constata-se que desapareceram cinco milhões desses espectadores. No ano passado venderam-se apenas 12,1 milhões de bilhetes.
O ano passado tornou-se assim no pior dos últimos 11 anos com receitas de 62,7 milhões de euros – mais uma quebra, desta feita no valor de 2,8 milhões de euros que já não entraram nas bilheteiras em comparação com 2013. A alteração dos hábitos de consumo audiovisual, as novas tecnologias, a pirataria, os preços dos bilhetes e a distribuição geográfica das salas têm sido factores apontados para explicar este declínio.
O Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) revelou esta sexta-feira os dados provisórios da distribuição e exibição cinematográfica em Portugal sobre o ano em que o filme mais visto foi The Hunger Games: A Revolta – Parte 1 (mais de 344 mil espectadores, 1,8 milhões de euros de receitas brutas de bilheteira), com Lucy em segundo lugar e a quebrar o domínio juvenil ou de sequelas do top 5, seguido de Os Pinguins de Madagáscar, O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos e Rio 2.
Com Os Maias – Cenas da Vida Romântica a confirmar-se como o filme português mais visto (114.817 espectadores e cerca de 568 mil euros de receita de bilheteira), seguido por Virados do Avesso e Os Gatos não Têm Vertigens, em 2014 produziram-se 27 filmes (13 longas e 14 curtas) com o apoio do ICA, informa o organismo, que assinala “um ligeiro aumento em relação às obras produzidas face ao ano anterior”. Mas que é parco em comparação com números que ao longo dos últimos dez anos nunca desceram de uma média de 49 produções e que já em 2013 resvalaram para as 23, na esteira do chamadoano zero do cinema português, assim apelidado por não terem sido abertos concursos de apoio à produção.

2014 foi também o ano em que a NOS (antiga ZON) continuou intocável na sua liderança no mercado – embora tenha também perdido receitas (menos 7% para os 7,2 milhões de euros), é o maior exibidor português com uma quota de mercado de 61,6% contra os 63,2% de 2013. A britânica UCI é o segundo maior exibidor, reforçando a sua posição com 12,3% do mercado contra 12,9% em 2014. A brasileira Cineplace, que entrou no mercado português depois da insolvência da Socorama ocupando muitos dos espaçosexplorados pela empresa portuguesa (como as salas em muitos shoppings da Sonae), tem agora o terceiro lugar em Portugal com 8,7% de quota. (Jornal Público)

sábado, 10 de janeiro de 2015

Nazaré. Benjamin Sanchis surfou (é oficial) a maior onda do mundo [vídeo].


Benjamin Sanchis surfou uma onda de 33 metros de altura no passado dia 11 de Dezembro.
O desempenho do surfista francês foi homologado no sábado e Sanchis vai entrar no famoso Livro de Recordes do Guinness. A marca anterior tinha sido estabelecida pelo havaiano Garrett McNamara, que se havia lançado a uma massa de água com 30 metros e, agora, pertecene ao francês, que voltou a Portugal, à Praia do Norte, na Nazaré, para tenta bater o recorde. E conseguiu.
Ajudado por um jet-ski, o surfista de 33 anos atirou-se ao gigante de 33 metros, antes de desaparecer mar adentro.



"Não conseguia seguir a linha que queria, senão teria ido mais para o dentro", contou. "Senti rapidamente que tinha subido demais. De um momento para o outro dei um salto de 4 ou 5 metros, quando descia com a prancha na vertical. E no final da onda, caí".
Depois veio o susto. Ficou debaixo da onda durante mais de 30 segundos, enrolado, até aparecer a ajuda de Deric Rebière, o companheiro do jet-ski. 

A onda foi avaliada e aprovada por um conjunto de especialistas e homologada. Um recorde do mundo para Sanchis. (Jornal I – 8. Jan.2015)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Embora. Sete anos fora de Portugal guardados em livro.


Em quantos sítios viveu nos últimos oito anos? Os sítios por onde a portuguesa Débora Miranda passou desde 2007 quase chegam a duas mãos cheias.
Há oito anos, Débora Miranda, 29, decidiu sair pela primeira vez de Portugal para viver e estudar fora: partiu para Leipzig para ficar cinco meses; acabou por passar um ano inteiro, a estudar ao abrigo do programa Erasmus. Foi a primeira partida de muitas.
O regresso a Lisboa foi temporário. Seria esse o primeiro de muitos, várias vezes por ano, sempre por pouco tempo: de há sete anos para cá, só regressa a Lisboa nas férias, sempre durante curtas temporadas. A casa de Débora tem sido o mundo.
Embora - Sete anos entre o Norte e o Sul conta essa históriaentre "cá e lá", feita de idas e voltas, construída em terminais deaeroportos, entre despedidas e adaptações a novas cidades, trabalhos e grupos de amigos. Uma espécie de retrato de uma geração habituada a partidas e chegadas.

"É um livro sobre emigração. Mas não com as dificuldades de há 40 anos. É um livro para os jovens de hoje mas que espelha as dificuldades de chegar a novos sítios, sobre essa procura de não sabermos bem onde é a nossa casa.", explicou a autora esta segunda-feira, na apresentação do livro na livraria Desassossego, em Lisboa. (DN – 05.Jan.2015)