Mostrar mensagens com a etiqueta Daqui e dali. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Daqui e dali. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de junho de 2016

JUNE IN LISBON.


Há quatro motivos para achar que junho é o melhor mês do ano. O primeiro é que faço anos – e desculpem o egocentrismo, mas comemorar aniversários quando o calor começa a chegar mas ainda ninguém foi de férias é passaporte para celebrações épicas, na minha vida a passagem de ano sempre se fez com alegria, dança, muita festa. Depois há estas três coisas: os Santos Populares, o cheiro a sardinha nas ruas e a Feira do Livro. São coisas que me fazem sentir lisboeta, traços da minha autenticidade citadina, mesmo que tenha crescido fora. Junho sempre foi o mês do esplendor alfacinha, os dias em que os cidadãos se lembram de quão amável é a Polis que ocupam o resto do ano, em que a urbe se mostra de saias curtas, camisas de alças e sorriso franco. Não há outra altura em que me lembre tantas vezes do quanto amo esta cidade.
O meu problema é este: começo a ter sérias dúvidas de estar a viver um amor correspondido. E posso explicar assim: cobraram-me no outro dia dois euros por uma sardinha assada e uma fatia de pão. Protestei e ouvi a resposta que não queria. «Queres, queres, não queres, há quem queira.» E havia. Dois alemães que lambuzavam os dedos em Alfama numa barraca no largo de São Miguel, a debicar o peixe como eu queria fazer, como eu costumava fazer, e há meia dúzia de anos isso era privilégio por 50 cêntimos.
No domingo passado paguei 1,60 euros por uma cerveja na Feira do Livro. Vinte centilitros sem lugar sentado, consomes de pé e tens sorte. «Queres, queres, não queres, há quem queira.» Dei uma volta pelas carrinhas de comida, vi que que as roulotes tinham passado a chamar-se food trucks e vendiam coisas cem por cento orgânicas. Obrigado. Vi um wrap de alface com queijo ser cobrado a 5,50 euros e um hambúrguer a 6,50, com queijo, alface e tomate. Havia livros do dia bem mais baratos, sim, promoções nas estantes, que é isso a Feira. Mas a Feira, que era de toda a gente, está agora a dizer que se tornou coisa de poucos, palco de privilegiados e vaidosos, desses que comem wraps cem por cento orgânicos, duas folhas de alface e uma fatia de queijo a 5,50 euros. Preços de aeroporto, pois, afinal para que querem os pobres ler?
Em 1975, Gabriel Garcìa Márquez enviou um postal ao seu amigo Juan Gossaín onde dizia que Lisboa era a maior aldeia do mundo. E é isso que explica a força que, ainda hoje, as Marchas Populares congregam. Eu torço pela Mouraria, ainda que ache que Alfama se sabe engalanar como nenhum outro bairro, que a Bica é linda e a Madragoa um espanto. E sabem que mais? As marchas dos bairros já não são feitas pelas gentes dos bairros. Na Mouraria, em Alfama, na Bica e na Madragoa mais de metade dos marchantes vivem no Algueirão, em Queluz, em Santo António dos Cavaleiros. Têm raízes na cidade, sim, mas a cidade anda a dizer-lhes que eles já não são dali, que não podem viver ali. E Lisboa aproveita-se deles em junho, mas não os quer no resto do ano.
Como é que se explica isto? Segundo a Pordata, entre 2001 e 2014 a população da Área Metropolitana de Lisboa cresceu de 2,678 para 2,809 milhões de habitantes – e a perspetiva é que a região chegue aos três milhões antes do final da década. Lisboa, por outro lado, tem visto descer a sua população a pique, hoje somos 509 312 lisboetas, menos 53 837 habitantes do que em 2001. Em 1960, éramos 802 230. Temos uma cidade mais bonita do que nessa altura, quase tantos edifícios recuperados quanto abandonados. Mas junho, mês das festas da cidade, devia servir para pensarmos um bocadinho para onde caminhamos. E o primeiro passo é assumir o ponto onde estamos, o de despovoamento e submissão ao dinheiro forasteiro. É por isso que eu apresento estas propostas.
Que a Feira do Livro passe a chamar-se Book Town e tenha ainda mais food trucks com comida cem por cento orgânica, a preços de aeroporto. A sério, é giro. Que as sardinhas passem a ser anunciadas como finger fish, porque se podem comer com os dedos e isso permite aumentar os preços – vá, 3,50 euros cada uma. Talvez até vendê-las num menu very tipical, que também inclua pastéis de bacalhau com queijo da ilha. E, por fim, que se alarguem as Marchas de Lisboa aos bairros onde elas realmente existem. Cova da Piedade, Reboleira, Alverca. Agora a sério, é isto que andamos a fazer, mais vale assumi-lo de vez. Então eu anuncio já a minha preferência: a Tapada das Mercês é liiiiiinda.
De: Ricardo J. Rodrigues

Leia mais: June in Lisbon http://www.noticiasmagazine.pt/2016/june-in-lisbon/#ixzz4B4zEvkf0 


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Caminhadas são "comprimido" contra várias doenças.


Caminhar 30 minutos por dia ajuda a prevenir inúmeras doenças relacionadas com o envelhecimento, desde a diabetes tipo 2, a certos tipos de cancro, passando por doenças do foro psiquiátrico como a depressão, defendeu esta semana um investigador britânico no evento British Science Festival, que decorreu em Birmingham.
 Fazer caminhadas de pelo menos 30 minutos por dia é um exercício simples mas que funciona de forma quase “milagrosa” ajudando a prevenir o envelhecimento precoce e várias doenças, disse no encontro o médico James Brown, da School of Life and Health Sciences da Universidade de Aston (Reino Unido).
Além de prevenir a diabetes tipo 2, certos tipos de cancro e problemas como a ansiedade ou a depressão, James Brown revela que este exercício diário ajuda a reduzir em 40% determinadaslesões, como as fraturas de anca.
Segundo avança a imprensa britânica, o especialista defendeu ainda que as caminhadas diárias podem evitar a progressão da doença de Alzheimer e reforçar as funções cognitivas, além de reduzirem as dores provocadas pela artrite e de diminuirem em 23% o risco de morte.

"Comprimido mágico"

“Estes benefícios não se verificam nas pessoas que praticam exercício intensivo, como correr em maratonas ou fazer levantamento de pesos, verificam-se nas pessoas que caminham todos os dias", afirmou James Brown no encontro de cientistas e investigadores, referindo-se às caminhadas como "um comprimido mágico" mais eficaz do que qualquer medicamento.
O médico salientou os riscos de permanecer sedentário durante um longo período de tempo, sublinhando que isso pode levar a uma perda de massa muscular que nunca poderá ser recuperada. Brown avisa que esta situação, normalmente, reforça a inatividade pelo que deve ser prevenida.
Para ilustrar este caso, Brown apresentou os resultados de um estudo que comparou a recuperação de fraturas na perna em dois grupos: um com participantes jovens e outro grupo com participantes mais idosos.
Durante o tempo que estiveram com a perna imobilizada, os jovens perderam mais massa muscular (já que tinham mais músculo) mas recuperaram essa mesma massa muito mais rapidamente do que o grupo de participantes idosos, que ao fim de oito semanas ainda não tinha voltado à forma original.

 Esta perda de massa, defende o especialista, pode levar as pessoas mais velhas a tornarem-se cada vez mais dependentes, além de poder conduzir a uma condição conhecida como “sarcopenia” que implica uma perda acentuada da força muscular. (Jornal Boas Notícias)

sábado, 13 de julho de 2013

A nova esplanada de Lisboa é um jardim suspenso sobre a cidade.


A constelação de esplanadas alfacinhas tem nova concorrente ao trono: chama-se Park e acaba de abrir no topo do silo automóvel da Calçada do Combro.
É o coração de Lisboa e mais além a encantar os olhares. Mas neste novel Park, que acaba de viver o seu primeiro fim-de-semana, há mais para encantar: são 500m2 a céu aberto, salpicados de recantos e criativos mobiliários de madeira - sob o mote de caixas e caixotes.
A sala interior, com natural vista panorâmica, acompanha com ambiente acolhedor sublinhado a madeira e detalhes retro, entre cadeirões e mesas vintage e outros itens.  
Localizado no topo do silo da Calçada do Combro (7.º piso), a dois passos do Chiado e Bairro Alto, o Park é pontuado por árvores e demais vegetação: a ideia é criar um jardim suspenso sobre a cidade, cenário ideal para um bar onde a banda sonora vai oscilando entre o jazz ou soul e que vive um dos seus momentos maiores em cada cinematográfico pôr-do-sol. Ao anoitecer, os jogos de luzes realçam e dão outras vidas aos detalhes.
Aberto das 12h às 2h, o Park propõe tanto uma carta com uma selecção de bebidas e cocktails (bebidas brancas a partir dos 5€, cocktails a partir dos 6,5€, imperial a 2€) como uma ementa de hambúrgueres especiais (de carne de porco alentejana a búrguer de bacalhau ou atum - preços a partir dos €6,50).

Ao longo do Verão e nos meses seguintes, o Park promete também sessões temáticas, tanto musicalmente como com eventos, incluindo noites de cinema. (Jornal Público)






sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Paródia de 'Os Miseráveis' por militares faz sucesso.





Uma paródia da obra 'Os Miseráveis', produzida pela força aérea da Coreia do Sul, foi disponibilizada no Youtube essa semana e já tem mais de um milhão e meio de visualizações. As personagens nessa adaptação são os aviadores que retiraram a neve da pista de aterragem e gira em torno de um amor impedido pelo trabalho pesado.
A versão sul-coreana do conto épico de amor e revolução, na França do século XIX, do escritor francês Victor Hugo tem como cenário uma base aérea atingida por frequentes nevões. O trabalho duro e constante impede um soldado de encontrar o seu amor. (DN 08.02.2013)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Chapéu de coco e bengala de Charlot leiloados.



Os icónicos chapéu de coco e bengala de Charlie Chaplin foram leiloados ao final da tarde deste domingo em Los Angeles, madrugada desta segunda-feira em Lisboa, por 62.500 dólares (49 mil euros).
O chapéu e a bengala, imagem de marca de Charlot, estão em "excelentes condições" e estimava-se que atingissem um valor de licitação entre 40 mil e 60 mil dólares (entre 31 mil e 47 mil euros) no leilão que se realizou na leiloeira Bonhams.
Conta a lenda que Chaplin criou aquela personagem e a respectiva indumentária espontaneamente, numa tarde de chuva de Fevereiro, depois de experimentar várias peças de roupa que foi buscar ao camarim masculino de um estúdio cinematográfico de Hollywood.
O seu ‘look’ vagabundo incluía calças demasiado grandes de Fatty Arbuckle, sapatos de tamanho 47 que ele tinha de calçar no pé errado para impedir que lhe caíssem dos pés, o chapéu que pertencia ao sogro de Arbuckle e um bigode destinado a outro actor.
A bengala de bambu de 81 centímetros tem a inscrição ‘CCLT 36’ a tinta preta, uma referência a Charlot, a inconfundível personagem de Chaplin.
Outros itens em leilão incluíam uma carta manuscrita de Lennon com um desenho dele e de Yoko Ono nus, enviada a uma editora de revistas de vanguarda, a propósito da polémica capa do álbum "Two Virgins", de 1968, e que foi vendida por 25 mil dólares (19.600 euros).
Também leiloados foram uma colecção de fotografias de Marilyn Monroe (por 21.250 dólares - 16.670 euros) e três quadros a óleo originais e assinados da autoria de Frank Sinatra, que foram arrematados por 10.625 dólares (8335 euros).


Nota: enviado por mail por um amigo.

sábado, 17 de novembro de 2012

Dia do Bairro Alto.



A Comissão que programa o Dia do Bairro Alto, que não é um dia mas uma semana (de 9 a 16 de dezembro), convidou-nos, ao blog USKP, a fazer um Encontro para o último dia (domingo, 16 de dezembro, com início às 15 horas no largo Luís de Camões). 
 Este Encontro, além de desenharmos e partilharmos experiências como habitualmente, terá outro desafio: recolher imagens/desenhos para a comemoração dos 500 anos que ocorrerá no ano 2013 (eventualmente exposições e/ou publicações). 
 Assim, propomos que os desenhos sobre o Bairro Alto, feitos no dia do Encontro ou noutro dia qualquer, sejam enviados para o email diariosgraficos@gmail.com até ao último dia do ano 2012. Estas imagens devem ter a resolução de 300 dpis e em jpeg e serão acompanhadas, além da identificação do autor, pelo local (nome da rua e número) onde os desenhos foram realizados.

retirado de: http://diario-grafico.blogspot.pt/2012/11/dia-do-bairro-alto.html

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Museu dos objectos esquecidos.


Welcome, artists and aficionados alike, to the brand new home of The Museum of Forgotten Art Supplies — where tools of the trade that have died or have just about died a slow death are cheerfully exhibited. The Museum now features more fun than you deserve... including, of course, hundreds of images of art supply artifacts. All contributed by visitors like you! Your comments about any artifact are always most welcome.

We also welcome you to submit images* of any ghosts of graphic arts past that you feel have bitten the dust or are on their way there.

So, c'mon in and stay awhile... the coffee’s always hot, the waxer’s always on, and the deadline’s always easy!

- Lou Brooks, Doctor of Art Supplies

Esta é a apresentação na página inicial que pode ver em:
http://www.forgottenartsupplies.com/ 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Chow Hon Lam - Crazy Ilustrations


Chow Hon Lam aka Flying Mouse, a tee shirt designer/illustrator from Malaysia. Chow just completed his personal project called Flying Mouse 365, which is create 1 design a day, 365 designs a year.

Chow currently working and collaboration with some clients like AirAsia, Nike, Lotus F1, MARTELL VSOP, KLUE, and Dave Matthews Band. He hope his designs can bring some smile to the world. 

Retirado de: http://www.stumbleupon.com/su/8Mh34Y/blog.pokkisam.com/content/crazy-illustrations-chow-hon-lam