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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Marilyn e outros lá de casa, atrás da lente.
A exposição Sam Shaw: 60 Anos de Fotografia revela
uma espécie de caleidoscópio do século XX. Inaugura esta sexta-feira no Centro
Cultural de Cascais.
Não há
como fugir. Sam Shaw será sempre aquele que captou Marilyn Monroe e o seu
vestido esvoaçante sobre um respiradouro do metro de Nova Iorque. Estavam na
rodagem do filme O Pecado
Mora ao Lado (1955) e
Marilyn posava para Sam, que tanto haveria de a fotografar. Tanto que há uma
sala só dela na exposição Sam
Shaw: 60 Anos de Fotografia, que hoje inaugura no Centro Cultural de
Cascais. Marilyn, de roupão vestido, olha-nos de uma janela com a cara assente
na mão direita. Sorri, mas não lhe conseguimos decifrar o rosto. Marilyn de
calças de ganga. "Hoje toda a gente usa jeans. Ela contou ao Sam que as
vestia, ia nadar no oceano - vivia na Califórnia - com elas vestidas, depois
punha-se ao sol e deixava-se secar ao sol para que elas ficassem justas ao corpo."
Chama-lhe
Sam, mas é sua neta. Melissa Stevens está em Cascais para assistir à montagem e
inauguração da mostra que junta 200 fotografias do avô. Pouco depois da sua
morte, em 1999, dedicou-se aos seus arquivos. Aqueles que guardam - ainda -
Marilyn numa banheira. "Sam foi buscá-la. Não me lembro qual era o evento.
Ela estava atrasada, estava toda a gente à espera. Ela estava na banheira, a
tomar um banho cheio de gelo. Fazia-o muitas vezes para pôr o corpo firme antes
de se vestir e aparecer em público", diz Melissa recordando uma das muitas
histórias que o avô Sam lhe contou.
Percorrer as
salas dos 60 anos de fotografia daquele homem de bigode e gabardine vestida (é
assim que, numa das salas, surge a fotografar Audrey Hepburn) é como olhar para
um caleidoscópio do século em que viveu, tantas são as suas personagens que
captou. "Tirava uma fotografia a toda a gente que conhecia.Se não
estivesse a trabalhar tinha pelo menos uma câmara, se estivesse a trabalhar
tinha quatro." E foi com uma ou quatro que Sam Shaw captou Sophia Loren
deitada, de cabeça apoiada no braço que revela uma axila por depilar. Ou John
Wayne com o seu chapéu de cowboy em contraluz. Ou, por fim, Marlon
Brando de camisa rasgada ajoelhado aos pés de "Stella" (basta a
fotografia para que recordemos o grito) no filme de Elia Kazan, Um Elétrico Chamado Desejo (1951). (DN – 11.Set.2015)
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Robert Capa a cores, agora na Europa.
Parece
não haver dúvidas de que a última fotografia que Robert Capa (1913-1954)
disparou, naquele malfadado dia 25 de Maio de 1954, na localidade vietnamita de
Thai Binh, foi feita a preto-e-branco. Mas também é verdade que aquele que
ficou para a História como “o maior repórter do mundo” tinha consigo duas
máquinas fotográficas, como, de resto, acontecia desde há uma década no seu
trabalho. E se a arte, a filosofia e a posteridade da criação fotográfica de
Capa ficaram para sempre associadas ao preto-e-branco, desde aquele icónico
instantâneo que registou o momento mesmo da morte do miliciano Federico Borrel
nos arredores de Córdova, em 1936, no início da Guerra Civil em Espanha, também
se sabe desde há algum tempo que o repórter nascido na Hungria também cultivou
a cor.
A
“revelação” surgiu, com alguma surpresa na altura, no final de 2013, quando o International Center of Photography, organismo fundado em
1974 pelo seu irmão Cornel, anunciou a realização de uma primeira exposição em
Nova Iorque sobre essa faceta da obra de Robert Capa. Uma nova selecção dessas
fotografias a cores – de um espólio com mais de quatro mil negativos – está
agora a ser mostrada pela primeira vez na Europa, na cidade natal do repórter,
no Robert Capa Center de
Budapeste.
“Para
o Governo húngaro, é essencial mostrar ao mundo o património fotográfico
húngaro e mostrar a forma como a visão dos artistas húngaros influenciou a
história do século XX”, disse Péter Hoppál, ministro da Cultura do país aquando
da apresentação da exposição, citado pelas agências informativas.
Mas
a verdade é que a fotografia de Capa escapa a qualquer apropriação ou
fronteira. Mesmo quando, como acontece com a presente mostra de imagens, o
repórter parece repousar em lugares e registos da vida mundana – as férias em
família de Pablo Picasso ou Ernest Hemingway; a burguesia internacional nas
estâncias de esqui nos Alpes suíços ou nas praias de França; os desfiles de
moda em Paris com a Torre Eiffel em fundo; as stars de Hollywood
captadas fora do plateau, incluindo Ingrid Bergman, de que se conhece o
idílio frustrado com o fotógrafo… – bem distantes desse confronto físico entre
a vida e a morte que Capa viveu e testemunhou nas frentes das grandes batalhas
do século XX, da Guerra Civil de Espanha à Segunda Guerra Mundial, de Israel à Indochina... (Jornal Público)
terça-feira, 12 de maio de 2015
Fotografias originais de Frida Kahlo pela primeira vez em Portugal.
A
exposição de fotografias originais da pintora mexicana Frida Kahlo é
apresentada pela primeira vez em Portugal, a partir de sexta-feira, em Cascais.
Intitulada
"Fashion icon Frida Kahlo", a mostra, com curadoria de Astrid Sauer,
estará patente no CascaisShopping, em Alcabideche, no concelho de Cascais, até
12 de Julho.
A
exposição reúne 44 fotografias originais, que "são testemunho de eventos
que marcaram não só a pintura e a vida artística de Frida Kahlo mas, sobretudo,
a sua maneira de ser e o seu estilo único que influenciou decisivamente, e
continua a influenciar, a moda", afirma a organização em comunicado
enviado à Lusa.
Segundo
a mesma fonte, este conjunto de fotografias "abre uma página da vida
íntima da artista, apresenta Frida Kahlo em momentos privados e públicos e
revelam a personalidade de uma artista mas, ainda mais, de uma mulher que se
tornou o símbolo da força e independência do universo feminino".
As
fotografias percorrem as diferentes fases de crescimento da artista mexicana,
desde a infância até à idade adulta, e captaram "momentos passados com o
seu marido, o artista plástico Diego Rivera, encontros em família e de convívio
com os seus amigos".
As
fotos de "dimensões variadas" vão estar expostas numa estrutura
criada de raiz pelo ateliê de arquitetura LikeArchitects, "que permite
apreciar, de uma forma envolvente e quase intimista, os vários registos
fotográficos que caracterizam os momentos mais marcantes da vida da
artista".
As
fotografias, de autoria de Lola Alvarez Bravo, Manuel Alvarez Bravo, Florence
Arquin, Lucienne Bloch, Imogen Cunningham, Guillermo Dávila, Gisèle Freund,
Héctor García, Juan Guzman, Fritz Henle, Guillermo Kahlo, Leo Matiz, Nickolas
Muray, Victor Reyes, Bernard Silberstein, Carl Van Vechten e Edward Weston,
fazem parte de uma colecção privada.
Da
exposição fazem parte "filmagens de modelos contemporâneos, em 'super
slow-motion', que incorporam o estilo contemporâneo da artista, associando-se
uma mostra de moda, inspirada no estilo" de Frida Kahlo.
Magdalena
Carmen Frieda Kahlo y Calderón nasceu no dia 06 de Julho de 1907, na cidade de
Coyoacàn, nos arredores da capital federal mexicana.
A
pintora associou-se desde o início aos ideais da Revolução Mexicana de 1910, a
ponto de indicar muitas vezes esta data como a do seu nascimento.
Aos
seis anos foi vítima de poliomielite, que tornou a sua perna esquerda mais
curta que a direita e, aos 18 anos, um acidente de viação deixou-a quase sem
vida, com a coluna vertebral, bacia, a perna e pé direito partidos. Enquanto
recuperava no hospital começou a pintar, acabando por se tornar uma artista de
referência apreciada fora das fronteiras mexicanas, facto para o qual muito contribuiu
a admiração do escritor surrealista francês André Breton.
Kahlo,
que expôs nos Estados Unidos e em França, foi a primeira sul-americana a vender
um quadro por um milhão de dólares.
A
artista plástica que, por duas vezes, se casou com o muralista e propagandista
político de Esquerda Diego Rivera, morreu no dia 13 de Julho de 1954, na sua
cidade natal, vítima de uma broncopneumonia, depois de, no ano anterior, ter
sido sujeita à amputação de uma perna.
Lusa/SOL
– 11.Maio.2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Como o Palácio do “Monteiro dos milhões” deslumbrou Taylor Moore.
Taylor
Moore esteve no Palácio da Regaleira e ficou deslumbrado com aquilo que viu.
Fotógrafo canadiano, registou o edifício e, também, a respetiva quinta. Vale a
pena ver o resultado.
“Um
lugar de magia divina e de mistério”. É desta forma que Taylor Moore, cuja página na rede social
Facebook pode ser visitada aqui, caracteriza o Palácio da
Regaleira e a respetiva quinta, em Sintra. O fotógrafo canadiano visitou o
lugar, com as suas grutas, pequenos lagos, um poço iniciático, torres e jardins
e ficou deslumbrado. Afirma que se trata se um daqueles sítios que convida a
ser fotografado “de noite ou de dia”.
O Palácio da Regaleira foi mandado construir
por António Monteiro, nascido no Rio de Janeiro em 1850
e falecido em Sintra em 1920, que ganhou a alcunha de “Monteiro dos milhões”
pela fortuna que herdou e que fez crescer através de negócios no café e pedras
preciosas. A propriedade foi adquirida por Monteiro em 1892, as obras
começaram em 1904 e terminaram seis anos depois. O projeto foi desenhado
pelo arquiteto italiano Luigi Manini (1848-1936), que conjugou
diversos estilos como o gótico, renascentista e manuelino, a expressão
portuguesa do gótico.
(observador.pt)
quarta-feira, 30 de abril de 2014
O bom fotojornalismo no Museu da Electricidade.
Mais de
130 fotografias da exposição do concurso World Press Photo podem ser vistas até
25 de Maio.
Atrai-nos
um olhar distante num rosto carregado. Surpreende-nos a resistência e o esforço
dos músculos que sobressaem no corpo suspenso da atleta sueca de heptatlo,
Nadja Casadei.
O
seu fotógrafo, Peter Holgersson, apresenta-nos um conjunto de quatro fotos em
que o preto e branco, melancólico, sublinha uma luta em duas frentes, ambas por
um primeiro lugar: a competição contra a atleta da Finlândia e a batalha contra
o cancro. A força da mensagem veiculada concede ao fotógrafo o 1º prémio na
categoria Histórias de Desporto do concurso World Press Photo e pode ser vista
a partir de quarta-feira no Museu da Electricidade, em Lisboa.
Além
da fotografia vencedora do World Press Photo de John Stanmeyer, que vemos
logo depois de subir as escadas da antiga Central Tejo, e da de Holgersson,
podem também ser vistas perto de 130 fotografias das obras de outros 51
fotógrafos distribuídas pelas nove categorias do concurso.
Depois
de comentar a foto de Stanmeyer - "uma história concreta", mas
ambígua, que pode parecer a celebração da passagem do ano mas que representa
afinal migrantes africanos a tentar apanhar o sinal de telemóvel na costa do
Djibuti -, Femke van der Valk destacou o 1º prémio na categoria Natureza da
autoria do fotógrafo da National Geographic, Steve Winter, que captou um puma
no Griffith Park, mostrando o regresso destes felinos ao Oeste dos Estados
Unidos nos últimos anos. Steve Winter, contou, levou 12 meses para apanhar
o puma retratado.
A
fotografia de Chris McGrath, capturada em Novembro de 2013 nas Filipinas, foi a
vencedora do 1º prémio na categoria Notícias em Geral, mostrando a devastação
causada pela passagem do tufão Haiyan mas também a esperança metaforizada pelos
filipinos que fazem fila, tentando sair do país, sob um reconfortante
arco-íris, conta o fotógrafo numa entrevista que pode ser ouvida através de uma
aplicação desenvolvida para smartphones. A aplicação, que orienta o
visitante pela exposição, pode
ser descarregada de forma gratuita através do site da World Press Photo.
A
comissária da exposição salientou também a fotografia com que Markus Schreiber
concorreu enquanto foto singular para a categoria de Retratos Observados. O
olhar decepcionado e triste de uma mulher no terceiro dia do velório do
antigo presidente da África do Sul, Nelson Mandela, valeu ao fotógrafo o 1º
prémio desta categoria.
Os
projectos de longa duração foram também salientados por Femke van der Valk,
nomeadamente o do fotógrafo Peter von Agtmael, que recebeu o 2º prémio da
categoria Retratos Observados, pelo acompanhamento do quotidiano de Bobby
Henline, um sobrevivente do Iraque de 42 anos, que usa os seus ferimentos e
experiência na guerra para fazer stand up comedy.
À
edição deste ano do concurso World Press Photo concorreram 5754 fotógrafos de
132 nacionalidades, tendo sido avaliadas perto de cem mil fotografias.
O
resultado da bilheteira da exposição do Museu da Eletricidade (cada bilhete
custa dois euros) reverterá para o projecto Unidades Móveis de Apoio ao
Domicílio (UMAD), da Fundação Gil, uma iniciativa que apoia crianças doentes.
(Jornal Público – 30.04.2014)
quarta-feira, 26 de março de 2014
Apagar luz "Esta fotografia é o meu Che Guevara".
Ver video:
http://www.publico.pt/multimedia/video/esta-foto-e-o-meu-che-guevara-20140324-195840
A
25 de Abril de 1974, o fotojornalista Alfredo Cunha captava uma das imagens
icónicas de Salgueiro Maia. "Já está?", perguntou o capitão. "E
continuou a revolução", conta o fotojornalista. Um retrato que pode agora
ser visto em grande escala no Arco da Rua Augusta, em Lisboa, numa instalação
que assinala os 40 anos da Revolução dos Cravos. O olhar tranquilo de
Salgueiro Maia ficará voltado para um dos palcos principais da Revolução de
Abril até ao dia 1 de Maio. (Jornal
Público – 25.03.2014)
domingo, 16 de fevereiro de 2014
As fotografias vencedoras do World Press Photo 2014.
A
organização do mais importante concurso de fotojornalismo do mundo, o
World Press Photo, divulgou os trabalhos vencedores. Uma imagem
do norte-americano John Stanmeyer foi a escolhida para o Grande Prémio de
2013. É uma fotografia que mostra um grupo de emigrantes africanos que, de
telemóveis erguidos para o céu e à luz da lua, tentam a partir da costa do
Djibuti encontrar a rede somali mais barata para poderem falar com os seus
familiares. (Jornal Público)
Questões
Actuais, 1º prémio (estórias). Discussão entre Shane e Maggie enquanto a filha
entra na cozinha, Lancaster. EUA
SARA
NAOMI LEWKOWICZ/TIME
Notícias,
1º prémio (fotografia única). Centro de refugiados sírios, em Sofia, Bulgária
ALESSANDRO
PENSO/ONOFF PICTURES
World Press Photo of
the Year, Questões Actuais, 1º prémio (fotografia única). Grupo de imigrantes
africanos que, a partir da costa do Djibuti, tentam encontrar a rede somali
mais barata para falarem com os seus familiares
JOHN STANMEYER/VII FOR
NATIONAL GEOGRAPHIC
Retrato, 1º prémio. Mulher desanimada depois de
não conseguir ver o corpo de Nelson Mandela, em Pretória, África do Sul
MARKUS SCHREIBER/THE ASSOCIATED PRESS
Retrato,
1º prémio. Rapazes albinos cegos numa escola, Índia
BRENT
STIRTON/GETTY IMAGES
Notícias,
1º prémio (fotografia única). Sobreviventes do tufão Haiyan, durante uma
procissão em Tolosa, ilha de Leyte, Filipinas
PHILIPPE
LOPEZ/AGENCE FRANCE-PRESSE
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Fotógrafo António Pedrosa vence Hasselblad Masters 2014.
Uma
reportagem de António Pedrosa sobre uma comunidade cigana do "bairro do
Iraque", na vila transmontana de Carrazeda de Ansiães, em
Trás-os-Montes, venceu o Prémio Hasselblad Masters 2014, promovido
pela marca sueca de máquinas fotográficas. O trabalho do português, que já em
2012 tinha vencido o Prémio de Fotojornalismo 2012 Estação Imagem/Mora, foi
premiado na categoria Editorial.
Em
Carrazeda de Ansiães, Bragança, há uma comunidade cigana que vive no
topo de um monte há uma dezena de anos, depois de ter sido expulsa docentro da
vila. Aos ciganos, António Pedrosa chamou-lhes "iraquianos" e começou
em Janeiro de 2011 a contar as suas histórias através de fotografias.
Entre
barracas de chapas de zinco e paredes riscadas, com poucas condições
e sem quaisquer privilégios, vivem mais de dez famílias ciganas em Carrazeda de
Ansiães. O bairro chama-se "Iraque", por estar situado numa antiga
mina, e o isolamento para o qual foram atirados é retratado nas imagens de
António Pedrosa, que agora foram premiadas na categoria Editorial, de um total
de 12 áreas como a Paisagem, o Retrato, a Arquitectura, a Vida Selvagem ou o
Subaquático.
O
Hasselblad Masters é um concurso internacional que acontece
a cada dois anos. A edição deste ano foi, segundo o comunicado do prémio, a
mais concorrida de sempre, tenho sido submetidas quase quatro mil candidaturas.
Em 2012, foram 2500. “O padrão esteve extraordinariamente elevado este ano, e
os vencedores de cada categoria podem estar verdadeiramente orgulhosos pelo que
conseguiram”, destacou no comunicado Paul Waterworth, porta-voz da Hasselblad.
Depois
de um processo inicial em que o público foi convidado a votar, os 12
vencedores, cujo
trabalho pode ser visto aqui, foram escolhidos por um júri constituído por
alguns dos antigos premiados e outros fotógrafos de renome como Steve McCurry
ou Gerry O'Leary.
Aos
vencedores será agora emprestado material da Hasselblad para que possam
desenvolver um novo trabalho que entrará no livro comemorativo do Hasselblad
Masters. Além disso, e do troféu que vão receber, todas as imagens premiadas
serão publicadas no site da Hasselblad e integrarão várias exposições em todo o
mundo.
Quando
em 2012, António
Pedrosa venceu o maior prémio de fotojornalismo em Portugal, o fotógrafo
contou ao PÚBLICO que o trabalho no "bairro do Iraque nunca está acabado.
"Não é um projecto que se esgote numa semana ou num período curto",
disse então o fotógrafo, explicando que a comunidade cigana nunca lhe foi estranha,
por ser natural de uma aldeia perto daquela vila. Hoje já é "da
casa". "Sempre que vou a Carrazeda, vou ao 'Iraque'", lembrou,
explicando que o projecto surgiu como uma espécie de fuga ao trabalho diário de
fotojornalismo.
O
júri do Prémio de Fotojornalismo 2012 Estação Imagem/Mora destacou na altura a
forma como as fotografias de António Pedrosa contam a história daquela
comunidade, “com forte dramatismo”, tornando-a “muito fácil de entender”. (Jornal
Público)
domingo, 1 de setembro de 2013
Álbum de família do Padrinho.
Falar
de uma oferta irrecusável já é um lugar-comum quando se trata da Máfia e da
imagem que o cinema e a televisão dela nos têm dado. Mas se há um momento em
que faz todo o sentido usar o lugar-comum é agora, com o lançamento marcado
para Setembro do "álbum de família do Padrinho". É mesmo esse o nome
do livro de Steve Schapiro, The Godfather Family Album, reunindo cerca de
400 imagens tiradas pelo fotógrafo americano no plateaudos três filmes
dirigidos por Francis Ford Coppola a partir do best-seller de Mario
Puzo.
Fotógrafo
de imprensa com créditos na Vanity Fair ou na Time, Schapiro foi
igualmente fotógrafo de plateau em mais de 200 filmes, com as suas
imagens a figurarem nos cartazes de Taxi Driver ou O Cowboy da
Meia-Noite. Entre esses 200 estiveram os três episódios de O Padrinho,
datados respectivamente de 1972, 1974 e 1990, e foi dos arquivos do fotógrafo e
da Paramount que vieram as imagens deste álbum, completado por entrevistas e
ensaios e editado por Paul Duncan para a prestigiada Taschen. A imagem icónica
de Marlon Brando como Don Corleone à secretária, de smoking, no dia do
casamento do filho Michael (Al Pacino), faz a capa - mas há muitas mais a
descobrir lá dentro, reproduzidas a partir dos negativos originais. (Jornal
Público)
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Céu Guarda fotografou a Islândia a esconder a crise.
Em
2009, a fotógrafa Céu Guarda passou uma semana na Islândia, acompanhando os
repórteres de um jornal nos seus trabalhos de agenda, num projecto do colectivo
que ajudou a fundar, o Kameraphoto. Agora, quatro anos depois, mostra a sua
Islândia, em crise — "mas uma crise que não era visível como é a de
Portugal", sublinha, em entrevista ao P3. Céu ficou impressionada com o facto de existir uma
"vontade de esconder a crise": as pessoas não tinham vontade de falar
sobre ela, nem de a aceitar. "Fui uma outsider durante uma semana",
conta, sempre com perguntas. A exposição "Iceland — Welcome to my
place" inaugura às 19h de 6 de Junho, n' A Pequena Galeria, em Lisboa, e
pode ser vista até 22 de Junho. A entrada é livre. (Jornal Público)
sábado, 27 de abril de 2013
A coragem excepcional do fotógrafo Fabio Bucciarelli.
O
fotógrafo freelancer Fabio Bucciarelli da agência AFP ganhou a prestigiada
Medalha de Ouro Robert Capa por uma série de impressionantes fotografias da
guerra civil na Síria. A série intitulada Batalha da Morte retrata os duros
combates na cidade de Alepo durante o Outono de 2012.
O
prémio norte-americano é dado “a reportagens fotográficas no estrangeiro que
requeiram uma coragem e uma logística excepcionais” e é atribuído pelo Overseas
Press Club of America.
O
prémio homenageia Robert Capa, o fotógrafo norte-americano de origem húngara e
um dos mais célebres fotógrafos de guerra e fundador da agência Magnum.
As
fotos, feitas durante a Batalha de Alepo, “colocam-nos ‘no momento’ e têm um
sentimento palpável de urgência”, sublinhou o clube, que atribuiu o prémio esta
semana. “Há uma consistência neste portfólio que ajuda o espectador a
identificar-se com as pessoas e os perigos que correm”, lê-se no site do
Overseas Press Club of America, que sublinha como a Síria tem sido um dos
locais mais mortíferos para os jornalista.
O
prémio vem juntar-se às várias distinções que a AFP tem recebido nas últimas
semanas: a Síria valeu também a Javier Manzano o Pulitzer na categoria
“magazine”. Bucciarelli já tinha ganho o segundo prémio da World Press
Photo na categoria de notícia, com a mesma série de Alepo.
O
fotógrafo italiano disse à AFP que estava muito contente com o prémio que “vai
de novo atrair a atenção sobre o que se passa na Síria”. “E as pessoas não poderão
dizer mais ‘eu não sei o que se passa lá’”. (Jornal Público - 27.04.2013)
sexta-feira, 5 de abril de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Português que venceu o World Press Photo não tem máquina.
É
fotógrafo, está desempregado e foi obrigado a vender o seu material fotográfico
para fazer face às despesas. Chama-se Daniel Rodrigues e venceu o primeiro
prémio do World Press Photo, na categoria “Daily Life”.
A fotografia que
lhe garantiu o prémio foi tirada em Março de 2012, na aldeia de Dulombi, na
Guiné-Bissau. “As crianças estavam a jogar à bola e fui jogar com elas. Pelo
meio, fotografei-as. Gostei do resultado e fiz mais algumas fotografias
semelhantes”, afirma Daniel Rodrigues, ao P3.
O
fotógrafo esteve um mês na Guiné-Bissau, ao abrigo da missão humanitária Dulombi.
A iniciativa partiu do próprio, que contactou os responsáveis da missão. Para
além da vertente humanitária da iniciativa, que considera “muito compensadora,
pela possibilidade de ajudar quem precisa”, houve outro motivo forte que o
levou àquele destino.
“Sou
apaixonado por África e tinha o sonho de fotografar lá. Nunca tinha lá ido e
esta era uma boa oportunidade”, garante. A experiência foi tão positiva que já
está no horizonte nova viagem. No dia 7 de Março, regressa à Guiné, “a não ser
que tenha boas notícias e arranje trabalho”. Desta vez, irá "unicamente
para ajudar", uma vez que não dispõe de material fotográfico para registar
momentos da missão.
O
desemprego
Depois
de ter estado na Guiné, em Março de 2012, este grupo humanitário esteve retido
15 dias no Mali, uma vez que o aeroporto de Bamako havia sido tomado por um
grupo de militares. Foi mais uma oportunidade para Daniel Rodrigues tirar algumas
fotografias no continente africano.
A
dualidade, entre o drama do desemprego e o reconhecimento do World Press Photo,
desperta-lhe um sentimento: revolta.
“Há
muita gente com valor, em Portugal, que não tem trabalho. Talvez este prémio
possa ajudar a que essas pessoas sejam olhadas com outra atenção. Espero que
este prémio me ajude”, garante.
Daniel
Rodrigues tirou o curso de fotografia no Instituto Portugês de Fotografia em
2008. De seguida, estagiou no "Correio da Manhã", durante três meses,
e trabalhou na Global Imagens, até Setembro de 2012. (jornal Público - 16.02.2013)
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
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