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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Marilyn e outros lá de casa, atrás da lente.

A exposição Sam Shaw: 60 Anos de Fotografia revela uma espécie de caleidoscópio do século XX. Inaugura esta sexta-feira no Centro Cultural de Cascais.
Não há como fugir. Sam Shaw será sempre aquele que captou Marilyn Monroe e o seu vestido esvoaçante sobre um respiradouro do metro de Nova Iorque. Estavam na rodagem do filme O Pecado Mora ao Lado (1955) e Marilyn posava para Sam, que tanto haveria de a fotografar. Tanto que há uma sala só dela na exposição Sam Shaw: 60 Anos de Fotografia, que hoje inaugura no Centro Cultural de Cascais. Marilyn, de roupão vestido, olha-nos de uma janela com a cara assente na mão direita. Sorri, mas não lhe conseguimos decifrar o rosto. Marilyn de calças de ganga. "Hoje toda a gente usa jeans. Ela contou ao Sam que as vestia, ia nadar no oceano - vivia na Califórnia - com elas vestidas, depois punha-se ao sol e deixava-se secar ao sol para que elas ficassem justas ao corpo."
Chama-lhe Sam, mas é sua neta. Melissa Stevens está em Cascais para assistir à montagem e inauguração da mostra que junta 200 fotografias do avô. Pouco depois da sua morte, em 1999, dedicou-se aos seus arquivos. Aqueles que guardam - ainda - Marilyn numa banheira. "Sam foi buscá-la. Não me lembro qual era o evento. Ela estava atrasada, estava toda a gente à espera. Ela estava na banheira, a tomar um banho cheio de gelo. Fazia-o muitas vezes para pôr o corpo firme antes de se vestir e aparecer em público", diz Melissa recordando uma das muitas histórias que o avô Sam lhe contou.

Percorrer as salas dos 60 anos de fotografia daquele homem de bigode e gabardine vestida (é assim que, numa das salas, surge a fotografar Audrey Hepburn) é como olhar para um caleidoscópio do século em que viveu, tantas são as suas personagens que captou. "Tirava uma fotografia a toda a gente que conhecia.Se não estivesse a trabalhar tinha pelo menos uma câmara, se estivesse a trabalhar tinha quatro." E foi com uma ou quatro que Sam Shaw captou Sophia Loren deitada, de cabeça apoiada no braço que revela uma axila por depilar. Ou John Wayne com o seu chapéu de cowboy em contraluz. Ou, por fim, Marlon Brando de camisa rasgada ajoelhado aos pés de "Stella" (basta a fotografia para que recordemos o grito) no filme de Elia Kazan, Um Elétrico Chamado Desejo (1951). (DN – 11.Set.2015)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Robert Capa a cores, agora na Europa.


Parece não haver dúvidas de que a última fotografia que Robert Capa (1913-1954) disparou, naquele malfadado dia 25 de Maio de 1954, na localidade vietnamita de Thai Binh, foi feita a preto-e-branco. Mas também é verdade que aquele que ficou para a História como “o maior repórter do mundo” tinha consigo duas máquinas fotográficas, como, de resto, acontecia desde há uma década no seu trabalho. E se a arte, a filosofia e a posteridade da criação fotográfica de Capa ficaram para sempre associadas ao preto-e-branco, desde aquele icónico instantâneo que registou o momento mesmo da morte do miliciano Federico Borrel nos arredores de Córdova, em 1936, no início da Guerra Civil em Espanha, também se sabe desde há algum tempo que o repórter nascido na Hungria também cultivou a cor.



A “revelação” surgiu, com alguma surpresa na altura, no final de 2013, quando o International Center of Photography, organismo fundado em 1974 pelo seu irmão Cornel, anunciou a realização de uma primeira exposição em Nova Iorque sobre essa faceta da obra de Robert Capa. Uma nova selecção dessas fotografias a cores – de um espólio com mais de quatro mil negativos – está agora a ser mostrada pela primeira vez na Europa, na cidade natal do repórter, no Robert Capa Center de Budapeste.
“Para o Governo húngaro, é essencial mostrar ao mundo o património fotográfico húngaro e mostrar a forma como a visão dos artistas húngaros influenciou a história do século XX”, disse Péter Hoppál, ministro da Cultura do país aquando da apresentação da exposição, citado pelas agências informativas.

Mas a verdade é que a fotografia de Capa escapa a qualquer apropriação ou fronteira. Mesmo quando, como acontece com a presente mostra de imagens, o repórter parece repousar em lugares e registos da vida mundana – as férias em família de Pablo Picasso ou Ernest Hemingway; a burguesia internacional nas estâncias de esqui nos Alpes suíços ou nas praias de França; os desfiles de moda em Paris com a Torre Eiffel em fundo; as stars de Hollywood captadas fora do plateau, incluindo Ingrid Bergman, de que se conhece o idílio frustrado com o fotógrafo… – bem distantes desse confronto físico entre a vida e a morte que Capa viveu e testemunhou nas frentes das grandes batalhas do século XX, da Guerra Civil de Espanha à Segunda Guerra Mundial, de Israel à Indochina... (Jornal Público)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Fotografias originais de Frida Kahlo pela primeira vez em Portugal.


A exposição de fotografias originais da pintora mexicana Frida Kahlo é apresentada pela primeira vez em Portugal, a partir de sexta-feira, em Cascais.
Intitulada "Fashion icon Frida Kahlo", a mostra, com curadoria de Astrid Sauer, estará patente no CascaisShopping, em Alcabideche, no concelho de Cascais, até 12 de Julho.
A exposição reúne 44 fotografias originais, que "são testemunho de eventos que marcaram não só a pintura e a vida artística de Frida Kahlo mas, sobretudo, a sua maneira de ser e o seu estilo único que influenciou decisivamente, e continua a influenciar, a moda", afirma a organização em comunicado enviado à Lusa.
Segundo a mesma fonte, este conjunto de fotografias "abre uma página da vida íntima da artista, apresenta Frida Kahlo em momentos privados e públicos e revelam a personalidade de uma artista mas, ainda mais, de uma mulher que se tornou o símbolo da força e independência do universo feminino".
As fotografias percorrem as diferentes fases de crescimento da artista mexicana, desde a infância até à idade adulta, e captaram "momentos passados com o seu marido, o artista plástico Diego Rivera, encontros em família e de convívio com os seus amigos".
As fotos de "dimensões variadas" vão estar expostas numa estrutura criada de raiz pelo ateliê de arquitetura LikeArchitects, "que permite apreciar, de uma forma envolvente e quase intimista, os vários registos fotográficos que caracterizam os momentos mais marcantes da vida da artista".
As fotografias, de autoria de Lola Alvarez Bravo, Manuel Alvarez Bravo, Florence Arquin, Lucienne Bloch, Imogen Cunningham, Guillermo Dávila, Gisèle Freund, Héctor García, Juan Guzman, Fritz Henle, Guillermo Kahlo, Leo Matiz, Nickolas Muray, Victor Reyes, Bernard Silberstein, Carl Van Vechten e Edward Weston, fazem parte de uma colecção privada.
Da exposição fazem parte "filmagens de modelos contemporâneos, em 'super slow-motion', que incorporam o estilo contemporâneo da artista, associando-se uma mostra de moda, inspirada no estilo" de Frida Kahlo.
Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón nasceu no dia 06 de Julho de 1907, na cidade de Coyoacàn, nos arredores da capital federal mexicana.
A pintora associou-se desde o início aos ideais da Revolução Mexicana de 1910, a ponto de indicar muitas vezes esta data como a do seu nascimento.
Aos seis anos foi vítima de poliomielite, que tornou a sua perna esquerda mais curta que a direita e, aos 18 anos, um acidente de viação deixou-a quase sem vida, com a coluna vertebral, bacia, a perna e pé direito partidos. Enquanto recuperava no hospital começou a pintar, acabando por se tornar uma artista de referência apreciada fora das fronteiras mexicanas, facto para o qual muito contribuiu a admiração do escritor surrealista francês André Breton.
Kahlo, que expôs nos Estados Unidos e em França, foi a primeira sul-americana a vender um quadro por um milhão de dólares.
A artista plástica que, por duas vezes, se casou com o muralista e propagandista político de Esquerda Diego Rivera, morreu no dia 13 de Julho de 1954, na sua cidade natal, vítima de uma broncopneumonia, depois de, no ano anterior, ter sido sujeita à amputação de uma perna.

Lusa/SOL – 11.Maio.2015

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Como o Palácio do “Monteiro dos milhões” deslumbrou Taylor Moore.


Taylor Moore esteve no Palácio da Regaleira e ficou deslumbrado com aquilo que viu. Fotógrafo canadiano, registou o edifício e, também, a respetiva quinta. Vale a pena ver o resultado.
“Um lugar de magia divina e de mistério”. É desta forma que Taylor Moore, cuja página na rede social Facebook pode ser visitada aqui, caracteriza o Palácio da Regaleira e a respetiva quinta, em Sintra. O fotógrafo canadiano visitou o lugar, com as suas grutas, pequenos lagos, um poço iniciático, torres e jardins e ficou deslumbrado. Afirma que se trata se um daqueles sítios que convida a ser fotografado “de noite ou de dia”.
O Palácio da Regaleira foi mandado construir por António Monteiro, nascido no Rio de Janeiro em 1850 e falecido em Sintra em 1920, que ganhou a alcunha de “Monteiro dos milhões” pela fortuna que herdou e que fez crescer através de negócios no café e pedras preciosas. A propriedade foi adquirida por Monteiro em 1892, as obras começaram em 1904 e terminaram seis anos depois. O projeto foi desenhado pelo arquiteto italiano Luigi Manini (1848-1936), que conjugou diversos estilos como o gótico, renascentista e manuelino, a expressão portuguesa do gótico.

(observador.pt)








quarta-feira, 30 de abril de 2014

O bom fotojornalismo no Museu da Electricidade.


Mais de 130 fotografias da exposição do concurso World Press Photo podem ser vistas até 25 de Maio.
Atrai-nos um olhar distante num rosto carregado. Surpreende-nos a resistência e o esforço dos músculos que sobressaem no corpo suspenso da atleta sueca de heptatlo, Nadja Casadei.
O seu fotógrafo, Peter Holgersson, apresenta-nos um conjunto de quatro fotos em que o preto e branco, melancólico, sublinha uma luta em duas frentes, ambas por um primeiro lugar: a competição contra a atleta da Finlândia e a batalha contra o cancro. A força da mensagem veiculada concede ao fotógrafo o 1º prémio na categoria Histórias de Desporto do concurso World Press Photo e pode ser vista a partir de quarta-feira no Museu da Electricidade, em Lisboa.
Além da fotografia vencedora do World Press Photo de John Stanmeyer, que vemos logo depois de subir as escadas da antiga Central Tejo, e da de Holgersson, podem também ser vistas perto de 130 fotografias das obras de outros 51 fotógrafos distribuídas pelas nove categorias do concurso.
Depois de comentar a foto de Stanmeyer - "uma história concreta", mas ambígua, que pode parecer a celebração da passagem do ano mas que representa afinal migrantes africanos a tentar apanhar o sinal de telemóvel na costa do Djibuti -, Femke van der Valk destacou o 1º prémio na categoria Natureza da autoria do fotógrafo da National Geographic, Steve Winter, que captou um puma no Griffith Park, mostrando o regresso destes felinos ao Oeste dos Estados Unidos nos últimos anos. Steve Winter, contou, levou 12 meses para apanhar o puma retratado.
A fotografia de Chris McGrath, capturada em Novembro de 2013 nas Filipinas, foi a vencedora do 1º prémio na categoria Notícias em Geral, mostrando a devastação causada pela passagem do tufão Haiyan mas também a esperança metaforizada pelos filipinos que fazem fila, tentando sair do país, sob um reconfortante arco-íris, conta o fotógrafo numa entrevista que pode ser ouvida através de uma aplicação desenvolvida para smartphones. A aplicação, que orienta o visitante pela exposição, pode ser descarregada de forma gratuita através do site da World Press Photo.
A comissária da exposição salientou também a fotografia com que Markus Schreiber concorreu enquanto foto singular para a categoria de Retratos Observados. O olhar decepcionado e triste de uma mulher no terceiro dia do velório do  antigo presidente da África do Sul, Nelson Mandela, valeu ao fotógrafo o 1º prémio desta categoria.
Os projectos de longa duração foram também salientados por Femke van der Valk, nomeadamente o do fotógrafo Peter von Agtmael, que recebeu o 2º prémio da categoria Retratos Observados, pelo acompanhamento do quotidiano de Bobby Henline, um sobrevivente do Iraque de 42 anos, que usa os seus ferimentos e experiência na guerra para fazer stand up comedy.
À edição deste ano do concurso World Press Photo concorreram 5754 fotógrafos de 132 nacionalidades, tendo sido avaliadas perto de cem mil fotografias.
O resultado da bilheteira da exposição do Museu da Eletricidade (cada bilhete custa dois euros) reverterá para o projecto Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio (UMAD), da Fundação Gil, uma iniciativa que apoia crianças doentes. (Jornal Público – 30.04.2014)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Apagar luz "Esta fotografia é o meu Che Guevara".


Ver video:
  http://www.publico.pt/multimedia/video/esta-foto-e-o-meu-che-guevara-20140324-195840


A 25 de Abril de 1974, o fotojornalista Alfredo Cunha captava uma das imagens icónicas de Salgueiro Maia. "Já está?", perguntou o capitão. "E continuou a revolução", conta o fotojornalista. Um retrato que pode agora ser visto em grande escala no Arco da Rua Augusta, em Lisboa, numa instalação que assinala os 40 anos da Revolução dos Cravos. O olhar tranquilo de Salgueiro Maia ficará voltado para um dos palcos principais da Revolução de Abril até ao dia 1 de Maio. (Jornal Público – 25.03.2014)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

As fotografias vencedoras do World Press Photo 2014.

A organização do mais importante concurso de fotojornalismo do mundo, o World Press Photo, divulgou os trabalhos vencedores. Uma imagem do norte-americano John Stanmeyer foi a escolhida para o Grande Prémio de 2013. É uma fotografia que mostra um grupo de emigrantes africanos que, de telemóveis erguidos para o céu e à luz da lua, tentam a partir da costa do Djibuti encontrar a rede somali mais barata para poderem falar com os seus familiares. (Jornal Público)

Questões Actuais, 1º prémio (estórias). Discussão entre Shane e Maggie enquanto a filha entra na cozinha, Lancaster. EUA
SARA NAOMI LEWKOWICZ/TIME

Notícias, 1º prémio (fotografia única). Centro de refugiados sírios, em Sofia, Bulgária
ALESSANDRO PENSO/ONOFF PICTURES

World Press Photo of the Year, Questões Actuais, 1º prémio (fotografia única). Grupo de imigrantes africanos que, a partir da costa do Djibuti, tentam encontrar a rede somali mais barata para falarem com os seus familiares
JOHN STANMEYER/VII FOR NATIONAL GEOGRAPHIC

Retrato, 1º prémio. Mulher desanimada depois de não conseguir ver o corpo de Nelson Mandela, em Pretória, África do Sul
MARKUS SCHREIBER/THE ASSOCIATED PRESS


Retrato, 1º prémio. Rapazes albinos cegos numa escola, Índia
BRENT STIRTON/GETTY IMAGES

Notícias, 1º prémio (fotografia única). Sobreviventes do tufão Haiyan, durante uma procissão em Tolosa, ilha de Leyte, Filipinas
PHILIPPE LOPEZ/AGENCE FRANCE-PRESSE



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Fotógrafo António Pedrosa vence Hasselblad Masters 2014.


Uma reportagem de António Pedrosa sobre uma comunidade cigana do "bairro do Iraque", na vila transmontana de Carrazeda de Ansiães, em Trás-os-Montes, venceu o Prémio Hasselblad Masters 2014, promovido pela marca sueca de máquinas fotográficas. O trabalho do português, que já em 2012 tinha vencido o Prémio de Fotojornalismo 2012 Estação Imagem/Mora, foi premiado na categoria Editorial.
Em Carrazeda de Ansiães, Bragança, há uma comunidade cigana que vive no topo de um monte há uma dezena de anos, depois de ter sido expulsa docentro da vila. Aos ciganos, António Pedrosa chamou-lhes "iraquianos" e começou em Janeiro de 2011 a contar as suas histórias através de fotografias.
Entre barracas de chapas de zinco e paredes riscadas, com poucas condições e sem quaisquer privilégios, vivem mais de dez famílias ciganas em Carrazeda de Ansiães. O bairro chama-se "Iraque", por estar situado numa antiga mina, e o isolamento para o qual foram atirados é retratado nas imagens de António Pedrosa, que agora foram premiadas na categoria Editorial, de um total de 12 áreas como a Paisagem, o Retrato, a Arquitectura, a Vida Selvagem ou o Subaquático.
O Hasselblad Masters é um concurso internacional que acontece a cada dois anos. A edição deste ano foi, segundo o comunicado do prémio, a mais concorrida de sempre, tenho sido submetidas quase quatro mil candidaturas. Em 2012, foram 2500. “O padrão esteve extraordinariamente elevado este ano, e os vencedores de cada categoria podem estar verdadeiramente orgulhosos pelo que conseguiram”, destacou no comunicado Paul Waterworth, porta-voz da Hasselblad.
Depois de um processo inicial em que o público foi convidado a votar, os 12 vencedores, cujo trabalho pode ser visto aqui, foram escolhidos por um júri constituído por alguns dos antigos premiados e outros fotógrafos de renome como Steve McCurry ou Gerry O'Leary.
Aos vencedores será agora emprestado material da Hasselblad para que possam desenvolver um novo trabalho que entrará no livro comemorativo do Hasselblad Masters. Além disso, e do troféu que vão receber, todas as imagens premiadas serão publicadas no site da Hasselblad e integrarão várias exposições em todo o mundo.
Quando em 2012, António Pedrosa venceu o maior prémio de fotojornalismo em Portugal, o fotógrafo contou ao PÚBLICO que o trabalho no "bairro do Iraque nunca está acabado. "Não é um projecto que se esgote numa semana ou num período curto", disse então o fotógrafo, explicando que a comunidade cigana nunca lhe foi estranha, por ser natural de uma aldeia perto daquela vila. Hoje já é "da casa". "Sempre que vou a Carrazeda, vou ao 'Iraque'", lembrou, explicando que o projecto surgiu como uma espécie de fuga ao trabalho diário de fotojornalismo.

O júri do Prémio de Fotojornalismo 2012 Estação Imagem/Mora destacou na altura a forma como as fotografias de António Pedrosa contam a história daquela comunidade, “com forte dramatismo”, tornando-a “muito fácil de entender”. (Jornal Público)

domingo, 1 de setembro de 2013

Álbum de família do Padrinho.


Falar de uma oferta irrecusável já é um lugar-comum quando se trata da Máfia e da imagem que o cinema e a televisão dela nos têm dado. Mas se há um momento em que faz todo o sentido usar o lugar-comum é agora, com o lançamento marcado para Setembro do "álbum de família do Padrinho". É mesmo esse o nome do livro de Steve Schapiro, The Godfather Family Album, reunindo cerca de 400 imagens tiradas pelo fotógrafo americano no plateaudos três filmes dirigidos por Francis Ford Coppola a partir do best-seller de Mario Puzo.

Fotógrafo de imprensa com créditos na Vanity Fair ou na Time, Schapiro foi igualmente fotógrafo de plateau em mais de 200 filmes, com as suas imagens a figurarem nos cartazes de Taxi Driver ou O Cowboy da Meia-Noite. Entre esses 200 estiveram os três episódios de O Padrinho, datados respectivamente de 1972, 1974 e 1990, e foi dos arquivos do fotógrafo e da Paramount que vieram as imagens deste álbum, completado por entrevistas e ensaios e editado por Paul Duncan para a prestigiada Taschen. A imagem icónica de Marlon Brando como Don Corleone à secretária, de smoking, no dia do casamento do filho Michael (Al Pacino), faz a capa - mas há muitas mais a descobrir lá dentro, reproduzidas a partir dos negativos originais. (Jornal Público)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Céu Guarda fotografou a Islândia a esconder a crise.


Em 2009, a fotógrafa Céu Guarda passou uma semana na Islândia, acompanhando os repórteres de um jornal nos seus trabalhos de agenda, num projecto do colectivo que ajudou a fundar, o Kameraphoto. Agora, quatro anos depois, mostra a sua Islândia, em crise — "mas uma crise que não era visível como é a de Portugal", sublinha, em entrevista ao P3. Céu ficou impressionada com o facto de existir uma "vontade de esconder a crise": as pessoas não tinham vontade de falar sobre ela, nem de a aceitar. "Fui uma outsider durante uma semana", conta, sempre com perguntas. A exposição "Iceland — Welcome to my place" inaugura às 19h de 6 de Junho, n' A Pequena Galeria, em Lisboa, e pode ser vista até 22 de Junho. A entrada é livre. (Jornal Público)

sábado, 27 de abril de 2013

A coragem excepcional do fotógrafo Fabio Bucciarelli.


O fotógrafo freelancer Fabio Bucciarelli da agência AFP ganhou a prestigiada Medalha de Ouro Robert Capa por uma série de impressionantes fotografias da guerra civil na Síria. A série intitulada Batalha da Morte retrata os duros combates na cidade de Alepo durante o Outono de 2012.
O prémio norte-americano é dado “a reportagens fotográficas no estrangeiro que requeiram uma coragem e uma logística excepcionais” e é atribuído pelo Overseas Press Club of America.
O prémio homenageia Robert Capa, o fotógrafo norte-americano de origem húngara e um dos mais célebres fotógrafos de guerra e fundador da agência Magnum.
As fotos, feitas durante a Batalha de Alepo, “colocam-nos ‘no momento’ e têm um sentimento palpável de urgência”, sublinhou o clube, que atribuiu o prémio esta semana. “Há uma consistência  neste portfólio que ajuda o espectador a identificar-se com as pessoas e os perigos que correm”, lê-se no site do Overseas Press Club of America, que sublinha como a Síria tem sido um dos locais mais mortíferos para os jornalista.
O prémio vem juntar-se às várias distinções que a AFP tem recebido nas últimas semanas: a Síria valeu também a Javier Manzano o Pulitzer na categoria “magazine”. Bucciarelli já tinha ganho o segundo prémio da World Press Photo na categoria de notícia, com a mesma série de Alepo.
O fotógrafo italiano disse à AFP que estava muito contente com o prémio que “vai de novo atrair a atenção sobre o que se passa na Síria”. “E as pessoas não poderão dizer mais ‘eu não sei o que se passa lá’”. (Jornal Público - 27.04.2013) 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Português que venceu o World Press Photo não tem máquina.


É fotógrafo, está desempregado e foi obrigado a vender o seu material fotográfico para fazer face às despesas. Chama-se Daniel Rodrigues e venceu o primeiro prémio do World Press Photo, na categoria “Daily Life”.
 A fotografia que lhe garantiu o prémio foi tirada em Março de 2012, na aldeia de Dulombi, na Guiné-Bissau. “As crianças estavam a jogar à bola e fui jogar com elas. Pelo meio, fotografei-as. Gostei do resultado e fiz mais algumas fotografias semelhantes”, afirma Daniel Rodrigues, ao P3.
 O fotógrafo esteve um mês na Guiné-Bissau, ao abrigo da missão humanitária Dulombi. A iniciativa partiu do próprio, que contactou os responsáveis da missão. Para além da vertente humanitária da iniciativa, que considera “muito compensadora, pela possibilidade de ajudar quem precisa”, houve outro motivo forte que o levou àquele destino.
“Sou apaixonado por África e tinha o sonho de fotografar lá. Nunca tinha lá ido e esta era uma boa oportunidade”, garante. A experiência foi tão positiva que já está no horizonte nova viagem. No dia 7 de Março, regressa à Guiné, “a não ser que tenha boas notícias e arranje trabalho”. Desta vez, irá "unicamente para ajudar", uma vez que não dispõe de material fotográfico para registar momentos da missão.
O desemprego
Depois de ter estado na Guiné, em Março de 2012, este grupo humanitário esteve retido 15 dias no Mali, uma vez que o aeroporto de Bamako havia sido tomado por um grupo de militares. Foi mais uma oportunidade para Daniel Rodrigues tirar algumas fotografias no continente africano.
A dualidade, entre o drama do desemprego e o reconhecimento do World Press Photo, desperta-lhe um sentimento: revolta.
“Há muita gente com valor, em Portugal, que não tem trabalho. Talvez este prémio possa ajudar a que essas pessoas sejam olhadas com outra atenção. Espero que este prémio me ajude”, garante.
Daniel Rodrigues tirou o curso de fotografia no Instituto Portugês de Fotografia em 2008. De seguida, estagiou no "Correio da Manhã", durante três meses, e trabalhou na Global Imagens, até Setembro de 2012. (jornal Público - 16.02.2013)


domingo, 27 de janeiro de 2013

Birmânia



Uma jovem lavando alho em Mandaly (Birmânia) - Foto do dia do Jornal "Público"

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Melhores Fotos 2012.


Pode ver mais em: http://blogs.reuters.com/fullfocus/2012/11/30/best-photos-of-the-year-2012/#a=1